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Vigiai e orai na interpretação do Espiritismo

A importância da exortação do Cristo: “vigiai e orai”.

A expressão “vigiai e orai” é uma passagem bíblica bastante conhecida e de grande importância, como esclarece o Espiritismo.

Ela é encontrada no Evangelho de Mateus, capítulo 26, versículo 41, onde Jesus exorta seus discípulos a permanecerem vigilantes e a cultivarem uma vida de oração constante.

Embora essas palavras tenham sido proferidas há milhares de anos, sua relevância se estende até os dias de hoje.

“Nem ao menos uma hora pudestes vigiar comigo? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.”

(Mateus 26:36-41)

Vigiar: estar atentos aos nossos pensamentos e à nossa conduta.

A primeira parte da exortação, “vigiai”, nos convida a estar atentos e vigilantes em relação aos nossos pensamentos e à nossa vida espiritual. Isso implica em estarmos conscientes dos desafios e tentações que podem nos desviar do caminho reto.

Vigiar não significa apenas estar alerta para as influências externas, mas também estar consciente de nossos pensamentos, palavras e ações, garantindo que estejam alinhados com os princípios divinos.

A vigilância espiritual é um chamado à autoavaliação contínua. Por isso precisamos avaliar constantemente as nossas ações, identificar e confrontar os maus hábitos e as tendências ocultas em nossa vida.

Ao fazer isso, somos capazes de nos fortalecermos espiritualmente, desenvolver um caráter que reflita a imagem de Cristo e resistir, então, às ilusões e tentações da vida material.

Orar: manter a ligação com a sabedoria divina.

A segunda parte da exortação, “orai”, enfatiza a importância da oração em nossa jornada.

A oração é uma forma de comunicação direta com Deus, onde podemos expressar os nossos anseios, as nossas preocupações e, além disso, os nossos agradecimentos. É uma oportunidade de buscar a orientação e a sabedoria divina em todas as áreas de nossa vida.

“Orar é identificar-se com a maior fonte de poder de todo o Universo, absorvendo-lhe as reservas e retratando as leis da renovação permanente que governam os fundamentos da vida. A prece impulsiona as recônditas energias do coração, libertando-as com as imagens de nosso desejo, por intermédio da força viva e plasticizante do pensamento, imagens essas que, ascendendo às Esferas Superiores, tocam as inteligências visíveis ou invisíveis que nos rodeiam, pelas quais comumente recebemos as respostas do Plano Divino, porquanto o Pai Todo-Bondoso se manifesta igualmente pelos filhos que se fazem bons.”

Emmanuel, Chico Xavier, livro: Pensamento e Vida, cap. 26 ORAÇÃO

A oração, sem dúvida, nos une a Deus de uma maneira especial. Afinal, ela nos permite manter uma proximidade com o Criador e fortalecer a nossa fé.

Por meio da oração, podemos entregar nossos fardos e preocupações a Deus, para que encontremos conforto em Sua presença amorosa.

Além disso, a oração também nos capacita a interceder pelos outros, orando por suas necessidades e pelo seu bem-estar.

A união indissolúvel entre vigiar e orar.

Vigiar e orar estão intrinsecamente ligados. A vigilância, certamente, nos ajuda a discernir as situações e os momentos em que mais precisamos orar.

Ao permanecermos vigilantes, podemos identificar os desafios que surgem em nosso caminho e buscar a força de Deus por meio da oração para superá-los.

A oração, por sua vez, fortalece nossa vigilância, aumentando nossa consciência espiritual e nossa capacidade de resistir às tentações.

A prática dessa dupla exortação em nossa vida diária, portanto, nos guia rumo a uma vida espiritual mais profunda e significativa.

… referimo-nos ao “orai e vigiai”, sem meditar-lhe a complexidade e a extensão. … É preciso olhar, isto é, examinar, ponderar, refletir, para que a vigilância não seja incompleta. Discernir é a primeira preocupação da sentinela.
O discípulo não pode guardar-se, defendendo simultaneamente o patrimônio que lhe foi confiado, sem estender a visão psicológica, buscando penetrar a intimidade essencial das situações e dos acontecimentos.
Olhai o trabalho de cada dia. O serviço comum permanece repleto de mensagens proveitosas. Fixai as relações afetivas. São portadoras de alvitres necessários ao vosso equilíbrio. Fiscalizai as circunstâncias observando as sugestões que vos lançam ao centro da alma. Olhai, refleti, ponderai… Depois disso, naturalmente, estareis prontos a vigiar e orar com proveito.

Emmanuel, Chico Xavier, Vinha de Luz, Capítulo 87, Olhai

“Vigiai e orai”, diz o Espiritismo, é um hábito que nos fortalece para a vida.

É importante lembrar que a advertência “vigiai e orai” não são apenas práticas reservadas para momentos de dificuldade. Elas devem ser incorporadas em nossa rotina diária, independentemente das circunstâncias que estejamos vivendo.

Quando dedicamos nossa atenção e boa vontade a vigiar e orar, construímos uma base sólida para nossa vida, encontrando paz e contentamento em meio aos desafios que enfrentamos, confiantes que Deus nos guia e fortalece a cada passo do caminho.

José Batista de Carvalho

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