Irmão X, o nome modesto de um grande autor.
Irmão X é o pseudônimo de Humberto de Campos, autor espiritual de inúmeras obras e um dos grandes nomes do cenário literário espírita.
Humberto de Campos nasceu no Maranhão, em 25 de outubro de 1886, e morreu no Rio de Janeiro, em 05 de dezembro de 1934, aos 48 anos.
Em vida, ele foi jornalista, político e escritor, membro da Academia Brasileira de Letras, embora os seus estudos tenham sido realizados com muito esforço e sacrifício.
Sua família, da pequena localidade de Miritiba, era muito pobre. E, além disso, ficou órfão de pai aos 6 anos de idade.
Em 1912 mudou-se para o Rio de Janeiro, que era então Capital da República, e como jornalista e cronista, tinha publicações em todos os jornais importantes do País. Foi ali, então, que travou contato com nomes ilustres como Olavo Bilac, Rui Barbosa, José Veríssimo, entre outros.
Em 1933 já se encontrava com a saúde debilitada. E depois de vários anos de enfermidade, sofrendo com a perda quase total da visão e com graves problemas no sistema urinário, Humberto de Campos faleceu no Rio de Janeiro, aos 48 anos, por uma síncope ocorrida durante uma cirurgia, deixando viúva e três filhos.
O amigo que acolhia e amparava os corações sofridos.
A princípio, as crônicas de Humberto de Campos abordavam os problemas humanos e sociais com um estilo de crítica e mordacidade.
Contudo, depois que adoeceu, seus textos passaram a inspirar piedade e compreensão para com as fraquezas e sofrimentos dos semelhantes.
A partir desse momento, Humberto de Campos começou a receber cartas de seus leitores que expressavam dor e desespero, e a ele recorriam em busca de consolação e esperança.
Ele respondia a todas as cartas recebidas, através das crônicas que publicava nos jornais. E atingia, assim, milhares de leitores que se irmanavam pelo sofrimento e recebiam o alento que nem mesmo haviam solicitado.
O primeiro encontro de uma longa parceria com Chico Xavier.
O primeiro encontro entre o Espírito de Humberto de Campos e Chico Xavier – que na época tinha apenas 24 anos – aconteceu três meses depois do seu desencarne, em março de 1935.
Enquanto Chico dormia, em desdobramento, avistou um grupo de Espíritos. Entre eles estava Humberto de Campos, que se aproxima de Chico. E é assim que se inicia a uma parceria que trouxe muitas revelações, no belo estilo do grande escritor.
As suas crônicas de além-túmulo alvoroçaram o país. Críticos literários famosos examinaram cuidadosamente as obras que chegavam pelo intercâmbio espiritual e atestaram, assim, a autenticidade do estilo.
Uma ação judicial inusitada, que deu origem ao Irmão X.
As obras do Espírito Humberto de Campos, psicografadas por Chico Xavier, tornaram-se, sem dúvida, o caso mais famoso, no meio jurídico, do valor probatório da psicografia.
No ano de 1944, a viúva de Humberto de Campos, em conjunto com os três filhos do casal, moveu um processo contra a Federação Espírita Brasileira (FEB) – editora das obras – e Francisco Cândido Xavier, pleiteando os direitos autorais.
A decisão judicial foi desfavorável à autora. Entretanto, para evitar possíveis problemas com a família, o Espírito passou a assinar os seus textos sob o pseudônimo de Irmão X.
E foi assim que os primeiros cinco livros publicados pela FEB foram atribuídos ao Espírito de Humberto de Campos. Mas, a partir do sexto, que foi publicado em 1945, as obras passaram a ser atribuídas ao Espírito Irmão X.
Noemi C. Carvalho
Fontes
FEB – Federação Espírita Brasileira
Wikipedia (Humberto de Campos)
Wikipedia (Humberto de Campos – Espírito)
Receba as nossas publicações por e-mail
Siga-nos nas redes sociais

