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O adultério na compreensão espírita

O adultério, na compreensão espírita, é a pureza de pensamento.

A palavra “adultério” é frequentemente associada ao ato de infidelidade conjugal, mas a compreensão espírita nos traz um significado diferente.

Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, encontramos a acepção mais profunda do termo, ao remeter o seu significado ao contexto Bíblico, onde os ensinamentos de Jesus dão a essa palavra uma dimensão mais ampla.

Jesus utilizou o termo para abordar o mal em seus diversos aspectos, inclusive nos pensamentos. Como mencionado, por exemplo, em São Marcos 8:38: “Porquanto se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, dentre esta raça adúltera e pecadora, o Filho do homem também se envergonhará dele, quando vier acompanhado dos santos anjos, na glória de seu Pai.”¹

“Orai e vigiai”: a recomendação para a vigilância dos pensamentos.

O preceito “Orai e Vigiai,” um ensinamento fundamental de Jesus, nos lembra da importância da vigilância constante sobre os nossos pensamentos, bem como sobre as nossas ações.

Assim, “orar” nos conecta com a espiritualidade superior e nos ajuda a sintonizar nossos pensamentos com suas energias mais elevadas.

Enquanto “vigiar” é o ato consciente de monitorar nossas inclinações internas e externas, sendo que a prática conjunta desses dois princípios serve como um mecanismo de defesa espiritual e moral.

A pureza nos atos e nos pensamentos.

No âmbito da Doutrina Espírita, o foco na pureza dos pensamentos é tão importante quanto na pureza dos atos.

Esta concepção reitera a ideia de que a verdadeira pureza não se manifesta apenas através de nossas ações externas, mas também reside na qualidade de nossos pensamentos.²

Em outras palavras, o ser puro de coração é aquele que “nem sequer pensa no mal.”

O pecado em pensamento segundo o Espiritismo.

O Espiritismo, baseando-se nos princípios morais estabelecidos por Jesus, também enfatiza a importância de uma mente limpa.

Jesus condena o pecado em pensamento, não apenas como um ato imoral, mas também como um sinal de impureza espiritual.

A abordagem espírita, sem dúvida, está em concordância com esta visão que defende que nossos pensamentos têm repercussões tanto no mundo espiritual quanto no material.

Os ensinamentos dos autores espíritas.

Autores renomados do Espiritismo como, por exemplo, Chico Xavier, Divaldo Franco, Dra. Marlene Nobre e outros, também exploram essa dualidade entre pensamento e ação.

A literatura espírita certamente está repleta de exemplos e lições que reiteram a importância de manter tanto os pensamentos quanto as ações em alinhamento com princípios éticos e morais.

O entendimento da pureza em sua forma mais abrangente é uma das contribuições valiosas da Doutrina Espírita para a evolução moral da humanidade.

A prática do “Orai e Vigiai”³ reforça essa visão nos alertando, portanto, para a necessidade constante de sintonia com as forças superiores e a atenção aos detalhes de nosso comportamento e pensamento.

Assim, nos alinhamos cada vez mais com as Leis Universais e caminhamos na direção da verdadeira pureza de coração e espírito.

José Batista de Carvalho

Bibliografia

  1. O Evangelho segundo o Espiritismo – Capítulo VIII – Bem-aventurados os que têm puro o coração 
  2. O Evangelho segundo o Espiritismo – Capítulo VII – Bem-aventurados os pobres de espírito

3. Mateus 26:41

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