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O livre-arbítrio na visão da Doutrina Espírita

O livre-arbítrio nos torna responsáveis pelas escolhas que fazemos.

É fundamental destacar o papel do livre-arbítrio em nossa vida como a responsabilidade que temos em fazer escolhas conscientes, e a Doutrina Espírita nos ajuda a compreender e ter um melhor direcionamento nesta importante questão, revestida de tantas sutilezas.

Nós vivemos num mundo complexo, a era digital exige que decisões sejam tomadas rapidamente e as consequências que estas podem acarretar se proliferam em velocidade ainda maior.

E somos nós, individualmente, os responsáveis pelas consequências das nossas decisões.

Portanto, se aceitamos sugestões que terão repercussões negativas, nós nos tornamos responsáveis pelos problemas que surgem a partir delas.

Da mesma forma, quando acolhemos sugestões positivas e agimos com sabedoria e discernimento, merecemos o crédito por agir corretamente.

843 – Tem o homem o livre-arbítrio de seus atos?
“Pois que tem a liberdade de pensar, tem igualmente a de obrar. Sem o livre-arbítrio, o homem seria máquina.”

O Livro dos Espíritos, por Allan Kardec

O seu pensamento tem um incrível poder de atração.

Devemos sempre nos lembrar da incrível influência que os pensamentos possuem sobre tudo o que diz respeito à vida.

O pensamento é, certamente, uma força especial e poderosa capaz de atrair tanto energias positivas quanto negativas.

Como explicou Emmanuel, no livro “Pensamento e Vida”, psicografado por Chico Xavier, no capítulo 2, “o pensamento é onda eletromagnética”*.

Portanto, é através do pensamento que atraímos tanto os bons quanto os maus pensamentos e, consequentemente, tanto os bons quanto os maus espíritos.

No entanto, muitas vezes, esquecemos a magnitude dessa força, que pode ser considerada a mais poderosa do mundo.

Sem enfrentar limitações ou barreiras de qualquer espécie, o pensamento pode, por isso mesmo, ser livremente direcionado e se manifestar em nossa realidade.

“Quando numerosas almas se congregam no círculo de tal ou qual atividade, seus pensamentos se entrelaçam, formando núcleos de força viva, através dos quais cada um recebe seu quinhão de alegria ou sofrimento, da vibração geral.”*

Lísias, em “Nosso Lar” – cap. 2 – de André Luiz, por Chico Xavier

Não foi por outro motivo que Jesus nos orientou: “Orai e vigiai!”. São os pensamentos que devem ser vigiados, e a melhor forma de mantê-los bem direcionados é pela mente em estado de oração permanente, isto é sempre com pensamentos elevados, centrados nos ensinamentos morais do Cristo.

121 – Por que alguns Espíritos seguiram o caminho do bem e outros o do mal?
“Não têm eles o livre-arbítrio? Deus não os criou maus; criou-os simples e ignorantes, isto é, tendo tanta aptidão para o bem quanta para o mal. Os que são maus, assim se tornaram por vontade própria.”

“O Livro dos Espíritos”, por Allan Kardec

*Federação Espírita Brasileira – FEB

A outra realidade invisível aos nossos olhos.

No mundo em que vivemos, compartilhamos a nossa jornada com seres espirituais, também conhecidos como Espíritos.

Embora não possamos vê-los, eles estão ao nosso redor, nos acompanhando e, inclusive, nos influenciando positiva ou negativamente.

Essa conexão ocorre através da sintonia entre as nossas ondas mentais, como vimos anteriormente.

E, assim como nós, os Espíritos têm pensamentos e uma mente própria, o que permite essa relação conosco. É por meio dessa sintonia que estabelecemos, portanto, uma relação com os seres espirituais.

Por isso é importante termos a consciência dessas interações, entender que estamos cercados por essas energias sutis, pois elas fazem parte da nossa realidade.

“Portanto, nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas” (…)

Hebreus, 12:1

O livre-arbítrio se aprimora com a expansão da consciência.

O livre-arbítrio, como pudemos ver, é uma questão que merece muita atenção, pois a possibilidade de fazer escolhas conscientes também exige assumir a responsabilidade pelas consequências dos atos praticados.

De acordo com os ensinamentos dos Espíritos da Codificação, o livre-arbítrio não é um atributo inato, mas sim algo que se desenvolve à medida que o Espírito adquire consciência de si mesmo.

75-a – O instinto não raciocina; a razão permite a escolha e dá ao homem o livre-arbítrio.”

O Livro dos Espíritos, por Allan Kardec

Nesse sentido, é compreensível que o progresso intelectual desempenha um papel fundamental na evolução do livre-arbítrio.

Afinal, à medida que adquirimos conhecimento e compreensão sobre o bem e o mal, somos capazes de fazer escolhas mais conscientes e responsáveis.

E, sem dúvida, pela expansão de nossa consciência, somos capazes de discernir as consequências de nossas ações para, assim, optarmos pelo caminho que consideramos mais benéfico.

122 – “O livre-arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire a consciência de si mesmo.”

O Livro dos Espíritos, por Allan Kardec

O livre-arbítrio nos permite ser, a cada dia, uma versão melhor de nós mesmos.

No entanto, é importante ressaltar que o livre-arbítrio não está vinculado somente ao desenvolvimento intelectual. Ele está intrinsecamente ligado ao nosso aperfeiçoamento moral e à nossa evolução espiritual.

Por esse motivo, não podemos dissociar a capacidade de escolha do senso de responsabilidade por nossas ações. Ou seja, à medida que nosso livre-arbítrio se expande, também aumenta a nossa responsabilidade sobre as decisões que tomamos.

780 – a) Como pode o progresso intelectual engendrar progresso moral?
“Fazendo compreensíveis o bem e o mal. O homem, desde então, pode escolher. O desenvolvimento do livre-arbítrio acompanha o da inteligência e aumenta a responsabilidade dos atos.”

O Livro dos Espíritos, por Allan Kardec

A consciência sobre o poder e a responsabilidade do livre-arbítrio nos desafia a refletir sobre os nossos valores e princípios, compreendendo que qualquer pensamento ou decisão nossa pode estar sendo reflexo de influências de Espíritos elevados ou inferiores.

Somos também instigados a ponderar sobre as consequências de nossas ações, não apenas para nós mesmos, mas também para os outros ao nosso redor.

A liberdade de escolha certamente traz consigo a necessidade de equilíbrio e discernimento, pois cada decisão pode moldar o nosso destino e influenciar a vida daqueles que nos cercam.

Nesse sentido, o livre-arbítrio é um instrumento poderoso, contudo, ao mesmo tempo, delicado. É uma dádiva que devemos usar com sabedoria, considerando não apenas os nossos interesses pessoais, mas também o bem comum.

Cada decisão que tomamos é um reflexo de quem somos e do caminho que escolhemos seguir.

Vamos, portanto, exercer o nosso livre-arbítrio com responsabilidade e consciência, aprendendo com as nossas escolhas e buscando sempre evoluir em direção à nossa melhor versão.

José Batista de Carvalho

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