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A moral espírita e a moral cristã na Doutrina Espírita

O Espiritismo aproximou os ensinamentos de Jesus da vida cotidiana.

Na introdução de “O Livro dos Espíritos”, por Allan Kardec, o Item VI ressalta a forte ligação entre a moral cristã e a moral espírita, confirmando o poder transformador do Espiritismo, pela melhor compreensão das lições de Jesus Cristo.

A moral dos Espíritos superiores se resume, como a do Cristo, nesta máxima evangélica: “Fazer aos outros o que desejamos que os outros nos façam”, ou seja, fazer o bem e não o mal. O homem encontra nesse princípio a regra universal de conduta.

Eles nos ensinam que o egoísmo, o orgulho, a sensualidade são paixões que nos aproximam da natureza animal, prendendo-nos à matéria; que o homem que, desde este mundo, se liberta da matéria pelo desprezo das futilidades mundanas e cultiva o amor ao próximo, aproxima-se da natureza espiritual...” (1)

Portanto, como observamos, a moral que o Espiritismo ensina não é diferente daquela ensinada por Jesus. E além de reafirmá-la, a moral espírita traz explicações de como aplicá-la em nossa vida diariamente.

A moral espírita confirma e difunde a moral do Cristo.

É importante ressaltar que a moral de Jesus Cristo trouxe uma luz maior e mais clara ao caminho do bem. Entretanto, é notório que, mesmo sendo tão profunda e essencial, a moral cristã é pouco praticada.

E, muitas vezes, aqueles que proclamam a sua sublimidade são os primeiros a violar uma de suas leis fundamentais: a caridade universal.

Os Espíritos da Codificação vieram para confirmar essa moral e, além disso, evidenciar a sua utilidade prática.

É assim que eles tornam claras as verdades que foram anteriormente ensinadas de forma alegórica.

O Consolador que Jesus prometeu ao mundo para lembrar-nos de suas palavras.

Jesus veio das mais altas esferas espirituais para mostrar aos homens o caminho do verdadeiro bem. Dessa forma, não é natural que, ao ver seus ensinamentos sendo relegados ao esquecimento, ele nos enviaria elevados Espíritos para nos lembrar deles?

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre;
O Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.”
– João 14:16,17

“Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.”– João 14:26

Chegou o tempo da revelação das verdades espirituais, para a aplicação da moral do Cristo.

Como afirmaram os Espíritos comunicantes nas obras da Doutrina Espírita, chegaram os tempos em que as verdades mal compreendidas ou falsamente interpretadas devem ser reveladas à humanidade em seu mais profundo significado, para assim acelerar o avanço do planeta.

Estas comunicações revelam o mundo invisível que nos cerca e que conosco interage constantemente, independentemente da nossa vontade, participando de tudo o que fazemos.

Com o tempo, a existência desse mundo será tão incontestável quanto o mundo microscópico e os sóis e planetas que giram no espaço.

A comunicação estabelecida com os seres desencarnados nos traz a compreensão da vida futura, inclusive para os sofrimentos ou as alegrias que nos aguardam, de acordo com nossos méritos.

Por isso, o Espiritismo tem o poder transformador de encaminhar para a compreensão da espiritualidade aqueles que viam na vida apenas a matéria.

A moral espírita ressalta o poder transformador que está em cada um de nós.

O Espiritismo, sem dúvida, abafou o materialismo pelos fatos, pela demonstração da lógica e da razão. Ele mostra os inevitáveis efeitos do mal e, consequentemente, a necessidade do bem.

O número daqueles a quem a moral espírita proporcionou sentimentos melhores, em quem neutralizou as más tendências e desviou do mal é maior do que se pode pensar e aumenta todos os dias.

Como o mestre Jesus ensinou e exemplificou, todos devem sempre se esforçar para que se superem a vaidade, o orgulho e o egoísmo.

Isto certamente é possível quando trabalhamos com fraternidade, solidariedade, caridade e com o coração transbordando do verdadeiro amor que o Cristo nos ensinou.

José Batista de Carvalho

1 – “O Livro dos Espíritos“, por Allan Kardec – Introdução, Item VI – Tradução: José Herculano Pires – Edições FEESP

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