A nossa vida é como uma estrela de cinco raios.
Aqueles que tiveram a oportunidade de conviver com o nosso querido Chico Xavier nos trazem fatos e histórias, situações que compartilharam com o bondoso amigo ou que dele ouviram a narrativa. Como esta, trazida por Ramiro Gama, onde Emmanuel fala sobre a vida e a estrela de cinco raios.
E, sem dúvida, todas as passagens relatadas nos trazem momentos de aprendizado e de reflexão.
Com este episódio peculiar da vida de Chico, Emmanuel traz, para todos nós, o profundo significado da nossa existência e, além disso, do respeito que devemos a todos os seres da Criação.
Além disso, o amigo espiritual nos alerta sobre a grande tarefa que temos pela frente.
Certamente, muito ainda temos a fazer, nos empenhando em transformar os impulsos inferiores em virtudes e sentimentos nobres, para manter elevado o pensamento e assegurar a sintonia permanente com as esferas espirituais elevadas.
Ou seja, é preciso compreender e praticar as orientações que o nosso Mestre Jesus nos legou como roteiro de vida para, um dia, nos elevarmos como uma estrela luminosa na constelação do Cristo.
Leia, em seguida, neste conto de Ramiro Gama sobre um episódio na vida de Chico Xavier, a bela explicação e importante orientação de Emmanuel.
Noemi C. Carvalho
Chico e o sapo, um abnegado jardineiro.
Quando psicografava o maravilhoso livro “Paulo e Estevão”, do Espírito Emmanuel, o Chico, via, ao seu lado, um sapo feio, gorduchão, que o amedrontava muito…
No princípio, distava-lhe alguns metros. Depois, à proporção que a grande obra chegava ao fim, o sapo estava quase aos pés do médium. Isto lhe dava um mal-estar intraduzível.
Emmanuel, observando-lhe o receio, diz-lhe:
– O sapo é um animal inofensivo, um abnegado jardineiro, que limpa os jardins dos insetos perniciosos. Não compreendo, pois, sua antipatia pelo pobre batráquio… Procure observá-lo mais de perto, com simpatia, e acabará sentindo-lhe estima.
Após a ponderação justa de seu Guia, o Chico começou a ter simpatia pelo sapo, e achar-lhe até certa beleza, particular utilidade, um verdadeiro servidor.
Um dia, participaremos da vida como uma estrela de cinco raios.
Terminou a recepção do formoso livro e Emmanuel, completando o acerto, pondera-lhe, bondoso:
– O homem, Chico, será, um dia, uma Estrela de Cinco Raios, quando possuir os pés, as mãos e a cabeça levantados, liberados. Já possui três raios: as mãos e a cabeça, faltando-lhes os dois pés, os quais serão libertados quando perder a atração da Terra.
Existem, no entanto, germens, animais, seres outros, com os cinco raios voltados para baixo, para a Terra, sugando-lhe o seio, vivendo de sua vida. Assim é o sapo, coitado, que luta intensamente para levantar um raio, pelo menos a cabeça. O boi já possui a cabeça levantada, já que progrediu um pouco.
É preciso, pois, que o Homem sinta a graça que já guarda e lute, através dos três raios já suspensos, pela aquisição dos outros dois.
Que saiba sofrer, amar, perdoar, renunciar, até libertar-se do erro, dos vícios, das paixões, e, desta forma, terá livres os pés para transformar-se numa Estrela de Cinco Raios e participar da vida de outras Constelações, em meio das quais brilha uma Estrela Maior, que é Jesus.”
Ramiro Gama, no livro “Chico Xavier na Intimidade”

