A importância do pensamento, o segredo da vida.
O pensamento é uma ferramenta poderosa que move a nossa vida. E quando entendemos como ele funciona, podemos usá-lo de maneira eficaz para as nossas realizações e, além disso, contribuir para a construção de um mundo melhor.
Uma das primeiras coisas que devemos compreender é que os diversos pensamentos que surgem em nossa mente formam a nossa consciência, e ela se desenvolve ao longo das nossas experiências durante as várias reencarnações que já experienciamos.
O pensamento analisado pela perspectiva espírita.
O ser humano possui uma faculdade singular e poderosa: o pensamento. E ao refletir sobre essa magnífica faculdade que possuímos, encontramos no Espiritismo um vasto campo de estudos e conhecimentos que nos auxiliam a compreender os conceitos relacionados ao pensamento e sua intensa capacidade criadora que, de fato, move a vida.
No livro “Instruções Psicofônicas”, o Espírito de Dias da Cruz destaca que “o pensamento é a força que determina, estabelece, transforma, edifica, destrói e reconstrói. Nele, ao influxo divino, reside a gênese de toda a Criação”.
Certamente podemos dizer que o pensamento é vida em profusão, uma vez que a energia que dele promana é capaz de influenciar e direcionar não apenas a nossa própria existência, mas também a daqueles ao nosso redor.
O pensamento e sua relação com a vontade.
Segundo o filósofo e escritor espírita Ernesto Bozzano, o pensamento e a vontade são forças plásticas, maleáveis, organizadoras da natureza. Estas forças são concebidas pelo nosso Espírito, através do corpo mental, de modo a direcionar o cérebro na execução de seus comandos.
E devemos também lembrar que o pensamento sofre a ação tanto da razão, bem como das emoções, das paixões e sentimentos, mas é sempre possível exercer o controle mediante o aprendizado e o treinamento.
Nessa questão do correto direcionamento da energia mental, a vontade, de fato, desempenha uma função de grande importância. Por isso mesmo ela é considerada não só a responsável, mas a guardiã de todas as ações mentais.
A referência ao pensamento e à vontade na Doutrina Espírita.
Numa das obras que constituem a Doutrina Espírita, “A Gênese”, encontramos a seguinte definição:
“Os Espíritos agem sobre os fluidos espirituais, não os manipulando como os homens manipulam o gás, mas com a ajuda do pensamento e da vontade.
O pensamento e a vontade estão para o Espírito como a mão está para o homem. Pelo pensamento, eles imprimem neste fluido tal ou qual direção; eles os aglomeram, combinam-nos ou dispersam-nos; formando um conjunto, tendo uma aparência, uma forma, uma cor determinada; trocando as propriedades como um químico troca as de um gás ou de outros corpos, combinando-os segundo certas leis.
É a grande oficina ou laboratório da vida espiritual.
Por vezes, estas transformações são o resultado de uma intenção; frequentemente são o produto de um pensamento inconsciente; é suficiente o Espírito pensar numa coisa para que esta coisa se reproduza.
É assim, por exemplo, que um Espírito se apresenta à vista de um encarnado, dotado da vista espiritual, sob as aparências que tinha em sua existência à época em que o tenha conhecido, embora tenha tido várias encarnações após. Ele se apresenta com as vestes, os sinais externos, enfermidades, cicatrizes, membros amputados, etc.” (“A Gênese”, Allan Kardec, Capítulo 14 – Item 14).
As formas-pensamento exteriorizadas como criações mentais.
Outro ponto de interesse, que merece profunda reflexão, é que o pensamento não só move a vida, nas suas realizações materiais, mas também dá origem às “formas-pensamento”.
As formas-pensamento são criações mentais elaboradas com matéria fluídica ou astral. Elas se assemelham a projeções tridimensionais, que expressam características do pensamento de quem as emitiu.
Devido à sua formação fluídica, podem ser percebidas tanto por Espíritos desencarnados quanto pessoas com mediunidade de vidência. Existem casos, inclusive, em que essas formações também podem ser registradas em fotografia.
Querer é poder: quando o pensamento move a vida.
Como vimos anteriormente, além do pensamento, a vontade é a força direcionadora da energia do pensamento.
E vontade é o querer, é o impulso interior que nos motiva a agir. É uma força poderosa que nos impulsionar para alcançarmos os nossos objetivos e realizarmos os nossos sonhos. No entanto, também exige disciplina.
A vontade nos permite superar obstáculos, mas o senso moral nos permite resistir às tentações. Ao educarmos nossos sentidos, somos capazes de nos desvencilhar das influências negativas e dos apelos do mundo material. Assim, podemos direcionar nossa energia de forma consciente e construtiva.
A força da vontade, certamente, é o que nos mantém firmes diante dos desafios, permitindo que nosso pensamento se torne a base sólida para a construção de uma vida coerente com nossos desejos mais autênticos, sempre orientados pela moral do Cristo.
Portanto, ao cultivarmos a vontade, estamos fortalecendo não apenas nossa capacidade de realização pessoal, mas também nossa conexão com nosso eu mais profundo. O correto alinhamento entre pensamento, vontade e emoção caracteriza o nosso desenvolvimento espiritual.
Nessa perspectiva, a compreensão do papel do pensamento como força criadora e transformadora da realidade torna-se ainda mais significativa.
Entender que o pensamento move a vida implica reconhecer a responsabilidade e o poder que possuímos ao utilizar essa faculdade para orientar nossas ações e contribuir para o progresso pessoal e coletivo.
José Batista de Carvalho
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