A Doutrina Espírita trouxe muitos esclarecimentos sobre a vida.
A Doutrina Espírita trouxe inúmeros esclarecimentos sobre a vida. Mas não só sobre a vida espiritual – aquela que continua depois da morte -, bem como um maior entendimento sobre a nossa existência atual. Um destes ensinamentos se refere à compreensão do que são os Espíritos encarnados, desencarnados e errantes.
Vale relembrar que Allan Kardec foi um renomado estudioso no campo do Espiritismo. Ele dedicou sua vida a realizar extensas pesquisas, compilando as anotações obtidas por meio da comunicação mediúnica em várias localidades ao redor do mundo.
Através da reunião sistemática de milhares de respostas coerentes e consistentes, ele buscava validar a autenticidade dos Espíritos comunicantes. Esse esforço de Kardec resultou na criação do conjunto de obras conhecidas como Doutrina Espírita.
Espíritos encarnados, desencarnados e errantes, segundo o Espiritismo.
De acordo com as revelações esclarecedoras fornecidas pelas entidades espirituais, os seres humanos são constituídos por um corpo físico, ou seja, o nosso corpo formado por carne, ossos e seus demais elementos, bem como por um corpo espiritual ou ser imaterial. Além disso, existe o perispírito, que faz a ligação entre a matéria e o Espírito.
Chegamos, então, a duas de nossas definições: a de Espíritos encarnados e desencarnados. Compreendemos, assim, que quando somos pessoas vivendo uma existência material na superfície da Terra, num corpo físico, carnal, somos Espíritos encarnados.
Por outro lado, quando estamos libertos de nosso corpo de carne, isto é, quando passamos pelo processo da morte ou desencarnação, passamos a viver no planto espiritual, na condição de Espíritos desencarnados.
E o que são os Espíritos errantes? São os Espíritos desencarnados que se encontram em processo de evolução, assim chamados por viverem em um estado de erraticidade, que é o intervalo de tempo entre duas encarnações, isto é, o intervalo entre duas existências corporais. Só não são errantes os Espíritos puros, porque eles não precisam mais reencarnar.
Questão “224: Que é a alma no intervalo das encarnações?”
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec
Resposta: “Espírito errante, que aspira a novo destino, que espera.”
– a) Quanto podem durar esses intervalos?
Resposta: “Desde algumas horas até alguns milhares de séculos. Propriamente falando, não há extremo limite estabelecido para o estado de erraticidade, que pode prolongar-se muitíssimo, mas que nunca é perpétuo. Cedo ou tarde, o Espírito terá que volver a uma existência apropriada a purificá-lo das máculas de suas existências precedentes.”
A necessidade da reencarnação.
É importante compreender que a personalidade permanece inalterada após a morte. Isso significa que continuamos iguais ao que éramos antes de deixar este plano, com os mesmos pensamentos, valores e, é claro, virtudes e vícios.
No entanto, ao retornar ao plano espiritual, nós somos levados a revisar e considerar todas as nossas atitudes durante a vida terrena. E após essa avaliação, os Espíritos têm a oportunidade de estudar e se aprimorar, visando aproveitar ao máximo a próxima encarnação.
Isso implica em avaliar e tomar consciência de todas as boas ações que realizamos para com os outros, bem como das escolhas que resultaram em dor ou prejuízo para aqueles com quem nos relacionamos.
E a reencarnação – quando então o Espírito mais uma vez passa de desencarnado para encarnado – é a oportunidade de repararmos as escolhas menos felizes que fizemos, no reencontro daqueles a quem prejudicamos ou, também, com aqueles que nos prejudicaram.
Assim, a reencarnação não apenas nos oferece a possibilidade de corrigir nossos erros passados, mas também nos dá a chance de aprender lições importantes e evoluir espiritualmente. É um processo de crescimento contínuo, onde cada vida vivida é uma oportunidade de aprendizado e desenvolvimento.
É uma etapa muito valiosa, uma vez que somente atravessando as experiências e dificuldades de uma nova existência material que podemos avaliar, de fato, o progresso realizado mo nosso aprimoramento moral.
A reencarnação, portanto, é um lembrete constante de que nossa jornada como seres espirituais é eterna, alternando-se como Espíritos encarnados, desencarnados ou errantes.
E por isso é importante procurar sempre o aperfeiçoamento moral e a evolução constante, para que as nossas reencarnações sejam cada vez mais suaves até alcançarmos, um dia, a categoria de Espíritos puros.
Noemi C. Carvalho
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