
Receber Jesus na manjedoura da alma transforma corações com a luz da esperança.
As reflexões de Meimei sobre o Natal nos fazem vibrar as cordas mais íntimas do amor e da solidariedade. E assim, fazem que a nossa alma se transforme na manjedoura que acolhe suavemente o Menino Jesus. É um período que, certamente, nos convida a reverenciar a chegada do Salvador. Mas, além disso, nos leva a refletir sobre a importância de estendermos nossas mãos a quem precisa, reforçando laços de fraternidade e compreensão.
É um momento em que os corações se abrem, permitindo que a luz da esperança brilhe em meio às sombras da indiferença. E nos lembra que, como o Menino Celeste, que nasceu num simples estábulo, as maiores bênçãos muitas vezes vêm das ações mais humildes e sinceras.
Leia, em seguida, as doces palavras de Meimei.
Redação Espiritismo em Foco
Uma prece de Natal de Meimei.
“Abençoadas sejam as mãos que, em memória de Jesus, espalham no Natal a prata e o ouro, diminuindo a miséria e a necessidade, a fome e a nudez!…
Entretanto, se não forem iluminadas pelo amor que ajuda sempre, esses flagelos voltarão amanhã, como a erva daninha que espreita a ausência do lavrador.
Não retenhas, assim, a riqueza do coração que poder dar, tanto quanto o maior potentado da Terra!
Deixa que a manjedoura de tua alma se abra, feliz, ao Soberano Celeste, para que a luz te banhe a vida.
Com Ele, estenderás o coração onde estiveres, seja para trocar um pensamento compassivo com a palavra escura e áspera ou para adubar uma semente de esperança, onde a aflição mantém o deserto!
Com Ele, inflamarão de júbilo os olhos de algum menino triste e desamparado e uma simples criança, arrebatada hoje ao vendaval, pode amanhã ser o consolo da multidão…
Com Ele, podes oferecer a bênção da tolerância aos que trabalham contigo, transformando o altar de teu coração em altar de Deus!…
Que tesouro terrestre pagará o gesto de compreensão no caminho empedrado, o sorriso luminoso da bondade no espinheiro da sombra e a oração do carinho e do entendimento no instante da morte?
Natal no espírito é a comunhão com Ele próprio.
Ainda que te encontres em plena solidão na manjedoura do infortúnio, sai de ti mesmo e reparte com alguém o dom inefável de tua fé.
Lembra-te de que Ele, em brilhando na manjedoura, tinha consigo apenas o amor a desfazer-se em humildade, e, em agonizando na cruz, possuía apenas o coração, a desfazer-se em renúncia…
Mas, usando tão somente o coração e o amor, sem uma pedra onde repousar a cabeça, converteu-se no Salvador do Mundo, e, embora coroado de espinhos, fez-se o Rei das Nações para sempre.”
Meimei, em “Antologia Mediúnica do Natal”, psicografado por Chico Xavier
… “reparte com alguém o dom inefável de tua fé.”
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