O futuro do planeta Quíron pode ser igual ao da Terra?
Não temos como saber, exatamente, como Quíron será no futuro, se vai ser um dia igual à Terra. Mas o que sabemos é que o progresso é uma Lei da Natureza.
Conforme explica Santo Agostinho*, essa lei abrange todos os seres da Criação, para que tudo e todos engrandeçam e prosperem. Até mesmo a destruição, diz ele, ao que nós atribuímos o significado de final de tudo, “é apenas um meio de se chegar, pela transformação, a um estado mais perfeito, visto que tudo morre para renascer e nada sofre o aniquilamento.”
Isto é o que acontece, também, conosco. Nós morremos no corpo de carne, retornamos ao plano espiritual, e reencarnamos diversas vezes, para termos as experiências e os aprendizados que nos são necessários.
Entretanto, com a transição planetária, muitos não poderão reencarnar na Terra, devido às suas escolhas morais. Estes vão recomeçar ciclos de aprendizado mais árduos em planetas primitivos, como é o caso de Quíron.
O progresso dos mundos acompanha o de seus habitantes.
Portanto, continua o elevado Espírito, “ao mesmo tempo que todos os seres vivos progridem moralmente, progridem materialmente os mundos em que eles habitam.
Quem pudesse acompanhar um mundo em suas diferentes fases, desde o instante em que se aglomeraram os primeiros átomos destinados a constituí-lo, vê-lo-ia a percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas de degraus imperceptíveis para cada geração, e a oferecer aos seus habitantes uma morada cada vez mais agradável, à medida que eles próprios avançam na senda do progresso.”
Quíron, assim como a Terra e todos os outros mundos, teve seu início nessa “aglomeração dos primeiros átomos” e vai caminhar para o aperfeiçoamento. Mas isto não significa, necessariamente, que será igual ao nosso lar terreno ou a qualquer outro planeta.
Quíron, igual à Terra, também vai evoluir.
A Terra também teve o seu estágio primitivo e passou por cataclismos que mudaram a superfície do globo. A população evolui ao longo de sucessivas eras, marcadas por descobertas e avanços científicos, aprimoramento da cultura e das artes.
Este percurso, conforme explica Santo Agostinho, segue a aplicação da lei do progresso, à qual se subordina a progressão dos mundos.
Desta forma, o Espírito da Codificação, ao mesmo tempo que esclarece o passado da Terra, indica o seu futuro: “Segundo aquela lei, este mundo esteve material e moralmente num estado inferior ao em que hoje se acha e se alçará sob esse duplo aspecto a um grau mais elevado.
Ele há chegado a um dos seus períodos de transformação, em que, de orbe expiatório, mudar-se-á em planeta de regeneração, onde os homens serão ditosos, porque nele imperará a Lei de Deus.”
Portanto, por analogia, é certo que Quíron vai passar por uma marcha de desenvolvimento tanto material como moral, e um dia será igual à Terra, no sentido de um planeta que, tendo saído da categoria de mundo primitivo, se encontrará, então, no estágio de mundo de provas e expiações para depois, a seu tempo, chegar o momento de se elevar a mundo de regeneração.
Redação Espiritismo em Foco
*O Evangelho Segundo o Espiritismo, por Allan Kardec – Capítulo III – Há muitas moradas na casa de meu Pai – Item 19 – Progressão dos mundos – Santo Agostinho (Paris, 1862)
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