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Será que os animais veem Espíritos?

Como saber se os animais percebem a presença de Espíritos.

Você já viu um gato ou um cachorro de repente começar a olhar para algum ponto, fixamente, mas não tem nada ali? Ou então ficar seguindo com a cabeça os movimentos de algo e você não vê nada? Por vezes acompanham com o olhar no chão, como se fosse alguém se afastando. Ou então ficam seguindo com os olhos como se algo estivesse subindo pelas paredes? Os cães às vezes rosnam, latem ou até abanam o rabo para o nada. Bem, se eles estão vendo algo que nós não vemos, isso nos leva a pensar se os animais, de fato, veem Espíritos.

É claro que estes comportamentos não significam que eles estejam sempre vendo um Espírito, mesmo que eles tenham visão espiritual. Podem estar simplesmente distraídos, ou acompanhando algum pequeno inseto. Mas vamos a algumas considerações sobre essa questão que diz respeito aos animais, se eles, afinal, veem Espíritos ou não.

Se os animais veem Espíritos, eles são médiuns?

Para entendermos se os animais têm visão espiritual e, nesses caso, se eles podem ser considerados médiuns, vamos recorrer a uma comunicação¹ dada por Erasto, um elevado Espírito, de presença marcante na codificação, e discípulo de Paulo de Tarso².

Ele começa fazendo uma colocação assertiva sobre a mediunidade, dizendo assim:

“Primeiramente, entendamo-nos bem acerca dos fatos. Que é um médium? É o ser, é o indivíduo que serve de traço de união aos Espíritos, para que estes possam comunicar-se facilmente com os homens: Espíritos encarnados. Por conseguinte, sem médium, não há comunicações tangíveis, mentais, escritas, físicas, de qualquer natureza que seja.”

Portanto, uma vez que os animais não têm a capacidade de se comunicar com os homens de forma oral ou escrita para transmitir mensagens e comunicações recebidas, não se caracterizam como médiuns, ainda que tenham a faculdade de ver seres espirituais.

Em publicação da Revista Espírita, em 1865, Allan Kardec escreve:

Aliás, parece positivamente provado que há animais que veem os Espíritos e com estes se impressionam. Temos relatado vários exemplos na Revista, entre outros o do Espírito e o cãozinho, no número de junho de 1860. Se os animais veem os Espíritos, evidentemente não é pelos olhos do corpo. Então, também eles têm uma espécie de visão espiritual.”

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Os animais de fato veem os Espíritos?

É fato que os animais têm certas capacidades mais desenvolvidas que o ser humano, como o faro ou a audição dos cães. E eles têm também uma sensibilidade aguçada, que lhes confere algumas características diferenciadas.

Certas vezes, por exemplo, acontece dos animais se aproximarem tranquilos e confiantes de algumas pessoas. Mas o mesmo não acontece com outras, que os deixam agitados, irritados ou até assustados. Essa diferença de comportamento tem relação com o fato deles sentirem a energia que envolve a pessoa em questão ou, ainda, a dos Espíritos que estão à sua volta.

Com relação à visão espiritual dos animais, Erasto diz que é possível, sim, que eles percebam seres espirituais. Ele diz o seguinte:

“É certo que, os Espíritos podem tornar-se visíveis e tangíveis aos animais. E, muitas vezes, o terror súbito que eles denotam, sem que lhe percebais a causa, é determinado pela visão de um ou de muitos Espíritos, mal-intencionados com relação aos indivíduos presentes, ou com relação aos donos dos animais.

Ainda com mais frequência vedes cavalos que se negam a avançar ou a recuar, ou que empinam diante de um obstáculo imaginário. Pois bem! Tende como certo que o obstáculo imaginário é quase sempre um Espírito ou um grupo de Espíritos que se comprazem em impedi-los de mover-se.”

Um seminário³ realizado na Associação Médico-Espírita do ABC teve a participação da médica veterinária Profa. Dra. Irvênia Prada, professora emérita da USP, pesquisadora de neuroanatomia, que tem se dedicado ao estudo e à busca de informações sobre a questão espiritual dos animais. Na ocasião, ela disse que por este relato de Erasto e pela observação de muitas pessoas quanto ao comportamento sugestivo de seus animais é possível concluir que os animais têm, sim, a capacidade de perceber a presença espiritual.

O Espírito e o cãozinho.

Esse caso, comentado por Kardec e publicado na edição citada da Revista Espírita, relata um fato que se repetia constantemente. Um rapaz veio a falecer, e em sua família três irmãs eram médiuns. Sempre que o seu Espírito era evocado, um cãozinho, do qual ele gostava muito, pulava sobre a mesa, cheirava a cesta usada para as comunicações com o Espírito do rapaz e soltava alguns ganidos. Quando isso aconteceu pela primeira vez, o rapaz, pela movimentação da cesta, escreveu: “Meu valente cachorrinho, que me reconhece.”

No trecho final, uma comunicação do Espírito chamado Georges explica que o cãozinho percebia “sem que os olhos vissem, sem que o nariz sentisse; mas todo o seu ser estava advertido da presença do dono.”

Ainda segundo ele, “por suas fibras nervosas, o cão é posto em relação direta conosco, Espíritos, quase tanto quanto com os homens. Ele percebe as aparições; dá-se conta da diferença existente entre elas e as coisas reais ou terrenas, e lhes tem muito medo.”

Além disso, Georges traz outra informação: “Acrescentarei que seu órgão visual é menos desenvolvido que as suas sensações. Ele vê menos do que sente. O fluido elétrico o penetra quase que habitualmente.” Por isso, quando chamavam o seu dono, o cãozinho “sentia sua presença quase tão depressa quanto o próprio Espírito escutava e respondia ao chamado que lhe era feito.”

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Os animais que nos acompanham na jornada evolutiva.

Ainda segundo o Espírito Erasto, “o cão, que, pela sua inteligência superior entre os animais, se tornou o amigo e o comensal do homem, será perfectível por si mesmo, por sua iniciativa pessoal? Ninguém ousaria afirmá-lo, porquanto o cão não faz progredir o cão. O que, dentre eles, se mostre mais bem-educado, sempre o foi pelo seu dono.”

“Isto posto, reconheço perfeitamente que há nos animais aptidões diversas; que certos sentimentos, certas paixões, idênticas às paixões e aos sentimentos humanos, se desenvolvem neles; que são sensíveis e reconhecidos, vingativos e odientos, conforme se procede bem ou mal com eles.

É que Deus, que nada fez incompleto, deu aos animais, companheiros ou servidores do homem, qualidades de sociabilidade, que faltam inteiramente aos animais selvagens, habitantes das solidões.”

Portanto, entendemos que os animais podem não ter a inteligência desenvolvida como a do ser humano, mas é certo que, além do instinto aguçado, eles também têm uma grande sensibilidade. E através dela eles percebem o tipo de energia que envolve as pessoas ou circula no ambiente, podendo, então, perceber também a presença de Espíritos que ali estejam.

A sensibilidade dos animais faz eles sentirem a presença de Espíritos.

Os animais têm essa percepção apurada em relação à energia que circula num ambiente e lhes permite sentir a vibração que lhe é própria. E nós também, muitas vezes, temos sensações diferentes com relação uma pessoa ou um lugar, que podem ser boas e agradáveis, ou não.

Isto acontece porque tudo no Universo irradia uma energia própria, e os Espíritos desencarnados também emitem determinado tipo de vibração. A diferença depende, assim como acontece entre os que ainda estão encarnados, do seu estado evolutivo, das suas intenções, isto é, do tipo de energia que dirige o seu pensamento.

Como nós atraímos energias que estão numa faixa vibratória semelhante à nossa, o melhor é sempre cuidarmos de nosso pensamento. Assim, mantendo o equilíbrio das emoções, nos ligamos à espiritualidade superior pela oração.

Então, certamente os animais que convivem conosco vão ficar tranquilos ao ver que são os bons amigos espirituais que se aproximam para nos orientar em nossa caminhada.

Redação Espiritismo em Foco

Referências

1 – “O Livro dos Médiuns”, por Allan Kardec – Capítulo XXII – Da mediunidade nos animais
2 – Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, no Capítulo I – Não vim destruir a lei – Item 11, e no Capítulo XXI – Item 10 – Falsos profetas da erraticidade, o Espírito comunicante assina como “Erasto, Discípulo de São Paulo”
3 – O Consolador


Você já percebeu seu animal de estimação acompanhando com o olhar, como se tivesse visto algo que você não vê?
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