A Páscoa é um dia que traz momentos de introspecção e reflexão.
Nos breves momentos de introspecção que a Páscoa traz, aproveitemos para fazer uma profunda reflexão. Emmanuel*, reparte conosco a sua sabedoria, fazendo uma análise sobre a verdadeira mensagem de Jesus e como ela foi desvirtuada ao longo dos séculos.
Mais do que uma retrospectiva histórica, é um chamado a abraçarmos aquele que nos abraçou tão amorosamente, seguindo os ensinamentos em sua pureza original. Somente assim, conseguiremos viver no mundo que idealizamos, onde impera a paz, a fraternidade e a felicidade.
Leia, em seguida, o texto de Emmanuel. Boa leitura e boa Páscoa!
Redação Espiritismo em Foco
O Evangelho.
Entre a Manjedoura e o Calvário, guarda-se a lição eterna do Cristo. Na primeira, ergue-se a humildade, clarificando o caminho dos homens; no segundo, erguem-se a esperança e a resignação na Providência Divina.
Nesses dois capítulos, imensos pela sua expressão simbólica, encerra-se todo o monumento de filosofias do Cristianismo.
Vinte séculos decorreram.
Os primeiros mártires da fé edificaram as bases da doutrina do Crucificado sobre a face do mundo. Uma luz poderosa irradiava-se da cruz, iluminando as estradas da evolução em todo o Planeta. Todos os deuses do politeísmo romano desapareceram dentro do novo conhecimento da verdade. A poesia grega, que ainda era a fonte essencial da inspiração do mundo, teve as suas bases regeneradas pela doce lição da Divina Vítima.
Mas, a ambição de domínio sobrepõe-se ao sacrifício e ao martírio. O imperialismo romano não tardou a se manifestar, travestido nas mitras episcopais e a grande lição do Calvário foi esquecida, no abismo das exterioridades religiosas.
A má-fé e o embuste rodearam o Evangelho, enegrecendo-lhe as páginas, e a figura luminosa do Cristo foi adaptado por todas as filosofias, por todas as escolas e interesses particulares. O Evangelho serviu de instrumento para lutas e morticínios. Os homens, tocados de egoísmo e ambição, procuraram torcer-lhe os
ensinos, como se estes se constituíssem de textos de leis humanas e falíveis. Raros corações entenderam o “amai-vos” da lição imorredoura do Sublime Enviado. E o resultado da grande incompreensão é presentemente vivido pela vossa época de supremas angústias.
Será, talvez, ocioso a vós outro nossa insistência no exame da civilização em curso, falha de valores espirituais. Acresce notar, porém, que o nosso esforço deve caracterizar-se pelo trabalho de encaminhar a luz divina ao vosso entendimento.
O mundo, na atualidade, experimenta transições angustiosas e rudes. Para a culminância da luta deste crepúsculo de civilização, as corridas armamentistas, no Planeta, custam às nações fabulosas fortunas por dia, ignorando-se, na estatística exata, os elementos despendidos na educação do povo e na assistência às massas.
No entanto, os políticos, os falsos sacerdotes e todos os cientistas da Terra, enganam-se em suas ingratas cogitações. A direção do orbe pertence a Jesus, cuja mão divina permanece no leme, apesar da escuridão da noite e não obstante a força destruidora da procela.
- O desejo de Jesus para a humanidade revelado num sonho
- A “data limite” de Chico Xavier e a transição planetária
Os grandes gênios da Espiritualidade Superior reúnem-se no Infinito, examinando o curso dos destinos humanos, e, enquanto lembra, em vossa assembleia humilde, o vulto luminoso da cruz, prepara-se no ilimitado um novo dia para o conhecimento terrestre.
O Cristianismo marcou uma era diferente e os séculos futuros viverão à claridade de uma outra luz que, em breve, raiará nos horizontes da Terra, para o coração aflito e sofredor da Humanidade.”
*Emmanuel, no livo “Antologia Mediúnica de Natal”, psicografado por Chico Xavier
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