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A evolução espiritual explicada pela Doutrina Espírita

A Doutrina Espírita descreve como se deu a evolução espiritual da humanidade.

Ao longo dos milênios de sua existência, a humanidade passou por inúmeros estágios de desenvolvimento. A Doutrina Espírita nos fornece uma visão das transformações que ocorreram nos últimos séculos, no que diz respeito à evolução moral e espiritual.

Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, por Allan Kardec, os Espíritos da codificação destacam “As três revelações: Moisés, Cristo, o Espiritismo”.

Para compreender esse processo e porque ele representa a evolução espiritual, vamos percorrer os fatos históricos detalhados nessa obra da Doutrina Espírita.

Será possível, então, observar o planejamento divino que rege o progresso da humanidade.

Como veremos a seguir, ao longo do tempo, a população do mundo vai se constituindo de pessoas cuja conduta se volta, cada vez mais, para a aplicação dos ensinamentos que nos deixou Jesus Cristo, como guia de conduta para a nossa vida.

É importante, também, salientar que à evolução moral e espiritual dos habitantes da Terra corresponde uma evolução planetária. E a Terra encontra-se no estágio final de transição de um planeta de provas e expiações para um grau mais avançado, passando a integrar os mundos de regeneração.

A lei mosaica adequava-se ao povo de seu tempo.

De acordo com explicações fornecidas pelos Espíritos da Codificação, Moisés foi o Espírito que teve a missão de tornar Deus conhecido entre os hebreus, bem como entre os povos pagãos.

Ao tempo de Moisés, os habitantes da região eram “um povo de seu natural turbulento e indisciplinado, no qual tinha ele de combater arraigados abusos e preconceitos, adquiridos durante a escravidão do Egito.”

Moisés revelou a Lei de Deus, constituída pelos Dez Mandamentos, que é de caráter divino e imutável.

Entretanto, a aceitação da ideia de um Deus único e soberano, cujas leis morais deveriam ser cumpridas, só seria possível pelo temor, para, assim, controlar a indisciplina e a agitação de um povo rude por tantas tribulações sofridas.

Para isso, Moisés estabeleceu outras leis, apropriadas ao estado de adiantamento espiritual em que se situava a população de seu tempo.

As leis mosaicas, portanto, eram leis civis.

Elas tinham um caráter transitório. Mas eram necessárias como um modo de entremear o conhecimento espiritual aos costumes da sociedade para que, a partir de então, estes se transformassem.

“A moral que Moisés ensinou era apropriada ao estado de adiantamento em que se encontravam os povos que ela se propunha regenerar, e esses povos, semisselvagens quanto ao aperfeiçoamento da alma, não teriam compreendido que se pudesse adorar a Deus de outro modo que não por meio de holocaustos, nem que se devesse perdoar a um inimigo.”

Moisés deu início a uma importante fase da transição planetária, modificando conceitos e costumes que perduravam ao longo dos últimos séculos da humanidade.

Jesus trouxe a sublime e pura moral evangélica para a renovar o mundo.

Com o adiantamento da humanidade, chegou o tempo em que Jesus veio à Terra para desenvolver a Lei de Deus, para dar-lhe melhor entendimento.

Quanto à lei mosaica, as leis civis necessárias ao povo daquela época, ele a modificou profundamente.

Jesus mostrou que todas as atitudes em relação aos semelhantes estavam contidas no mandamento maior: “Amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a si mesmo”.

Jesus deu início a uma nova era, que já mostrava uma alteração significativa perante os costumes dos últimos séculos. Ele preparava, assim, a Terra para cumprir a sua necessária transição planetária.

Os ensinamentos e os exemplos do Cristo eram “da mais pura, da mais sublime moral, da moral evangélico-cristã, que há de renovar o mundo, aproximar os homens e torná-los irmãos; que há de fazer brotar de todos os corações a caridade e o amor do próximo e estabelecer entre os humanos uma solidariedade comum; de uma perfeita moral, enfim, que há de transformar a Terra, tornando-a morada de Espíritos superiores aos que hoje a habitam.”

A Doutrina Espírita trouxe a verdade sobre a vida e a evolução espiritual, abrindo caminhos para a transição planetária.

Jesus transmitiu a moral renovadora, alicerçada nas práticas de fraternidade entre todos os povos, no amor ao próximo, no perdão, na caridade e na fé.

Além disso, ele trouxe outra verdade fundamental à compreensão da existência: “ensinar aos homens que a verdadeira vida não é a que transcorre na Terra, e sim a que é vivida no Reino dos Céus; viera ensinar-lhes o caminho que a esse reino conduz, os meios de eles se reconciliarem com Deus e de pressentirem esses meios na marcha das coisas por vir, para a realização dos destinos humanos.”

Entretanto, Jesus deixou muitas coisas veladas à compreensão. Isto porque a população ainda não possuía o grau de amadurecimento espiritual necessário ao amplo entendimento. E então ele utilizou parábolas que falassem aos costumes da época.

Seria necessário aguardar o tempo para que o progresso da ciência expandisse as fronteiras do conhecimento. Alargar os horizontes da mente permitiria, então, a compreensão da Lei de Deus para o seu perfeito cumprimento.

“Não penseis que eu tenha vindo destruir a lei ou os profetas; não os vim destruir, mas cumpri-los: porquanto em verdade vos digo que o céu e a Terra não passarão, sem que tudo o que se acha na lei esteja perfeitamente cumprido, enquanto reste um único iota e um único ponto.” (Mateus, 5:17 e 18)

O Espiritismo trouxe as provas da existência do mundo espiritual.

Quase dois milênios depois da vida de Jesus, a humanidade estava apta a receber o complemento das orientações que ele havia trazido.

Foi no final do século XIX que surgiu o Espiritismo, “a ciência nova que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e as suas relações com o mundo corpóreo.”

Com o entendimento da vida e das manifestações espirituais, estas deixaram de ser vistas “como coisa sobrenatural, porém, ao contrário, como uma das forças vivas e sem cessar atuantes da Natureza, como a fonte de uma imensidade de fenômenos até hoje incompreendidos e, por isso, relegados para o domínio do fantástico e do maravilhoso.”

“É a essas relações que o Cristo alude em muitas circunstâncias e daí vem que muito do que Ele disse permaneceu ininteligível ou falsamente interpretado. O Espiritismo é a chave com o auxílio da qual tudo se explica de modo fácil.”

A Doutrina Espírita resume como ocorreu a evolução espiritual ao longo dos séculos.

Em relação aos três períodos mencionados, podemos concluir que “a lei do Antigo Testamento teve em Moisés a sua personificação; a do Novo Testamento tem-na no Cristo. O Espiritismo é a terceira revelação da Lei de Deus, mas não tem a personificá-la nenhuma individualidade, porque é fruto do ensino dado, não por um homem, sim pelos Espíritos, que são as vozes do Céu, em todos os pontos da Terra, com o concurso de uma multidão inumerável de intermediários.

É, de certa maneira, um ser coletivo, formado pelo conjunto dos seres do mundo espiritual, cada um dos quais traz o tributo de suas luzes aos homens, para lhes tornar conhecido esse mundo e a sorte que os espera.”

Assim como o Cristo disse: “Não vim destruir a lei, porém cumpri-la”, também o Espiritismo diz: ‘Não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução.’

A Doutrina Espírita não contradiz nenhum dos ensinamentos do Cristo. Ela traz, na verdade, as explicações complementares para o melhor entendimento das parábolas, para a compreensão do sentido verdadeiro das palavras de Jesus.

” E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós. Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” (João 14:16-17 e 26)

A transição planetária aguarda desde os últimos séculos a transição pessoal.

Entretanto, como tudo o que surge como nova informação, existe um desenvolvimento a atingir, para que as ideias alcancem a maturidade.

Então, “uma vez isso conseguido, a beleza e a santidade da moral tocarão os Espíritos, que então abraçarão uma ciência que lhes dá a chave da vida futura e descerra as portas da felicidade eterna.

É a lei do progresso, a que a Natureza está submetida, que se cumpre, e o Espiritismo é a alavanca de que Deus se utiliza para fazer que a Humanidade avance. Moisés abriu o caminho; Jesus continuou a obra; o Espiritismo a concluirá.”

A Terra está no estágio final de transição. Em breve tempo, ela passará de mundo de provas expiações para mundo de regeneração, quando o bem prevalecerá sobre o mal.

É preciso recordar, contudo, que a transição planetária está intrinsecamente relacionada com a transição pessoal. Ou seja, a Terra será um lugar onde haverá predominância do bem e da paz.

Mas isto só será possível porque a sua população, em sua maioria, viverá em sintonia com esses atributos morais.

Quanto àqueles que não se alinharem com as práticas ensinadas e exemplificadas pelo Cristo, não terão mais a oportunidade de reencarnar na Terra regenerada. Estes irão habitar outros planetas, ainda em estágio evolutivo inferior.

Portanto, vamos fazer emergir o melhor da humanidade dentro de cada um de nós.

Vamos disseminar as mensagens que contribuam para o esclarecimento e para a transformação moral de nossos irmãos em humanidade.

Compartilhe esta ideia, e seja parte atuante deste processo!

Noemi C. Carvalho

Texto inspirado e com citações de “O Evangelho Segundo o Espiritismo“, por Allan Kardec – Capítulo I – Não Vim Destruir a Lei

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