A trajetória de Joanna de Ângelis.
Joanna de Ângelis é um Espírito que irradia amor e sabedoria, trazendo à tona temas filosóficos, psicológicos e existenciais por meio de sua obra mediúnica, a qual reflete as suas vivências tanto na Terra quanto no plano espiritual.
Exemplos de humanidade, humildade e heroísmo, as vidas de Joanna de Ângelis nos trazem a mais pura expressão do amor. Conheça, em seguida, um pouco sobre as suas passagens pela existência terrena.
Joana de Cusa, ao lado de Jesus.
Joana de Cusa, era esposa de Cusa, alto funcionário de Herodes Antipas, na cidade onde se conjugavam interesses vitais de comerciantes e de pescadores, pertencendo à alta sociedade de Cafarnaum. Embora o marido não partilhasse da sua fé, ela discretamente acompanhava a multidão nas pregações de Jesus no lago.
Seu marido tinha uma vida de vícios graves e de desrespeito ao santuário doméstico. Certo dia, Joana buscou Jesus, pedindo-lhe aconselhamento sobre a situação que a desgastava. O Mestre então lhe falou da necessidade de ser fiel ao marido a quem ela, em existência anterior, na própria Roma, havia prejudicado. Aconselhou-a a seguí-lo a distância, servido-o dentro do próprio lar. Seria, assim, um verdadeiro exemplo de pessoa cristã, no atendimento ao próximo mais próximo: seu esposo, a quem deveria servir com amorosa dedicação.
Posteriormente, teve uma convivência mais estreita com João Evangelista (com quem se reencontraria futuramente, reencarnado como Francisco de Assis) e com Simão Pedro. Chegou, inclusive, a colaborar de alguma forma com as pequenas instituições que derivavam da renovação cristã, em face da sua condição socioeconômica relevante.
Mas após a morte do esposo, que caíra em desgraça política, todos os seus bens foram tomados pelo Império. Joana, para prover a subsistência dos dois filhos, tornou-se serva em casa de família abastada, que mais tarde se transferiu para Roma, levando-os consigo.
Foi ali, em uma tarde de agosto do ano 68 d.C., que Joana de Cusa foi martirizada com seu filho mais jovem. No circo do martírio, cerca de quinhentos cristãos tiveram seus corpos queimados, e as chamas iluminaram a cidade. Logo em seguida ao seu sacrifício, ela sobe para a companhia de seu Mestre, a quem tão bem soube servir e com quem aprendeu a sublimar o amor.
Santa Clara de Assis, na Itália.
No século XII, quando Francisco, o “Pobrezinho de Assis“, reorganiza o “Exército de Amor do Rei Galileu”, ela também se candidata a viver com ele a simplicidade do Evangelho de Jesus. Joana então retornou à Terra, nascendo em 1192, na abastada e nobre família dos Offreducci. Sua mãe era uma mulher de muita fé e, desde cedo, Clara desenvolveu grande compaixão pelos pobres.
Como as demais jovens do seu tempo, ela ouviu falar a respeito de Francisco, de suas pregações, do seu carisma. Desejosa de servir a Jesus nos moldes franciscanos, ela então fugiu de casa e foi ao encontro dos frades na Igreja de Santa Maria da Porciúncula. Fez os votos de pobreza, castidade e obediência. E, embora seus parentes a viessem buscar e tentassem utilizar a força para levá-la de retorno ao lar, nada a dissuadiu.
Ela se fixou na Igreja de São Damião, atraindo com seu exemplo, outras jovens desejosas de levar uma vida semelhante à sua. Sua coragem foi demonstrada em alguns momentos de perigo para a cidade. Como quando, com suas companheiras, compareceu frente ao conquistador que sitiara Assis, Vitale d’Anversa, para pedir misericórdia. O gesto dissuadiu o poderoso capitão do seu intento, o exército foi dispersado e a cidade poupada.
A Clara de Assis são atribuídas várias curas. O próprio Francisco a ela enviava casos de obsessão e de problemas físicos graves. E Clara todos solucionava com preces, toque de mãos, a sua presença moralizante e magnetizante, até a sua morte, aos sessenta anos de idade, em 11 de agosto de 1253.
Sóror Juana Inés de la Cruz, no México.
Em seguida, no século XVII, Joanna reaparece no cenário do mundo, para mais uma vida dedicada ao bem. Renasce, assim, em 1651, na pequenina San Miguel Nepantla, cerca de oitenta quilômetros da cidade do México. Ela então se chamava Juana de Asbaje Y Ramirez de Santillana, filha de pai basco e mãe indígena.
Aos três anos, aprende a ler. Com cinco, faz versos. Aos treze anos, está na Corte mexicana, tão pomposa e brilhante quanto a Corte europeia. E nesse ambiente refinado mostra seus dotes literários, escrevendo poemas de amor, ensaios e peças teatrais, encantando a todos com sua beleza, inteligência e graciosidade.
Um dia, o Vice-rei resolveu testar os conhecimentos da vivaz menina e reuniu quarenta especialistas da Universidade do México para interrogá-la sobre os mais diversos assuntos. A platéia assistiu, pasmada, àquela jovem de 15 anos responder, durante horas, ao bombardeio das perguntas dos professores. Ao final, recebeu aplausos tanto da platéia como dos próprios especialistas.
Contudo, como sua sede de saber era mais forte que a ilusão de brilhar na Corte, ingressou no Convento das Carmelitas Descalças, aos 16 anos de idade. Posteriormente, transferiu-se para a Ordem de São Jerônimo da Conceição, tomando o nome de Sóror Juana Inés de la Cruz.
Ali ficou conhecida como a Monja da Biblioteca. Era sempre procurada por intelectuais europeus e do Novo Mundo, pois desejavam intercambiar conhecimentos e experiências com a jovem estudiosa. Além disso, a dedicação aos estudos era complementada pela criação de poemas, ensaios, dramas, peças religiosas, cantos de Natal e música sacra. Fez-se competente em Teologia Moral, Dogma, Medicina, Astronomia e Direito Canônico. Aprendeu o latim e o português.
Em1695, aos quarenta e quatro anos de idade, morreu durante uma epidemia de peste na região, após socorrer durante dias inteiros as suas irmãs religiosas enfermas.
Joana Angélica, no Brasil.
Sessenta e seis anos depois, ela renasceu na cidade de Salvador, na Bahia, em 1761, como Joana Angélica, filha de uma abastada família.
Em sua reencarnação anterior no México, aprendera com extrema facilidade a língua portuguesa, evidenciando os planos divinos para sua próxima existência terrena. Em terras brasileiras, já estavam reencarnados, e outros reencarnariam brevemente, Espíritos ligados a ela. Eram almas comprometidas com a Lei Divina, que faziam parte de sua família espiritual e aos quais Joana desejava auxiliar.
Aos 21 anos de idade, ingressou no Convento da Lapa, como franciscana, atestando o seu amor de ternura infinita por aquele que é o irmão da natureza, e tomou o nome de Sóror Joana Angélica de Jesus.
Era a conselheira que, na calada da noite, deixava sua cela e se dispunha a ouvir e aliviar as dores dos corações sofridos de muitas daquelas mulheres, simplesmente trancadas no convento, por decisão familiar, e que traziam a tormenta na alma desejosa de viver de outra forma.
Em 1815, tornou-se Abadessa do Convento. E, no dia 20 de fevereiro de 1822, aos 61 anos, morreu pelas mãos dos soldados que lutavam contra a Independência do Brasil, enquanto ela defendia corajosamente o Convento, a casa do Cristo, assim como a honra das jovens que ali moravam.
Joanna de Ângelis na espiritualidade.
Em meados de 1800, eclodiu o movimento de renovação dos preceitos cristãos, que em seguida daria origem ao Espiritismo. Joanna de Ângelis integrou a equipe do Espírito de Verdade para o trabalho de implantação do Cristianismo redivivo, do Consolador prometido por Jesus, que culminou na Codificação da Doutrina Espírita, trabalho dirigido e organizado por Allan Kardec.
Joanna foi convidada pelos Espíritos Superiores a integrar a equipe do Espírito de Verdade, que traria à Terra a Terceira Revelação. Sob o nome de “Um Espírito Amigo”, Joanna colabora, então, com duas mensagens em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. Uma delas consta no Capítulo IX, item 7 (A paciência) e outra no Capítulo XVIII, item 15 (Dar-se-á àquele que tem).
Foi no dia 5 de dezembro de 1945 que esse “Espírito Amigo” começou, então, a orientar, inspirar e manifestar-se mediunicamente através de Divaldo Pereira Franco. Em seguida, em 1949, iniciou seu trabalho de ensaio psicográfico junto ao médium. Várias das suas mensagens figuraram nas páginas da revista “Reformador”, da Federação Espírita Brasileira, em 1956, todas assinadas por “Um Espírito Amigo”.
Nesse mesmo ano, ela se revelaria como Joanna, e passaria a assinar Joanna de Ângelis, brindando-nos com sua primeira obra psicografada, em 1964, “Messe de Amor”, dando assim início a uma incessante produção literária.
Um projeto de Joanna de Ângelis edificado na Terra.
Quando vários Espíritos ligados a ela, antigos cristãos equivocados, se preparavam para reencarnar, Joanna reuniu a todos e planejou construir na Terra, sob o céu da Bahia, no Brasil, uma cópia, embora imperfeita, da Comunidade onde estagiava no Plano Espiritual. Seu objetivo era redimir os antigos cristãos, criando uma experiência educativa que demonstrasse a viabilidade de se viver numa comunidade realmente cristã, nos dias atuais.
Quando estava tudo esboçado, Joanna procurou Francisco de Assis, solicitando que examinasse os seus projetos e a auxiliasse na concretização dos mesmos, no Plano Material. Quase um século se passou, e nesse ínterim, os colaboradores foram reencarnando, em lugares diversos, em épocas diferentes, para se reunirem, a seu tempo e na forma possível, para a concretização dessa obra da mentora espiritual. Em 1947, teve início a materialização dos planos de Joanna, que tudo inspirava e orientava, secundada por Técnicos Espirituais dedicados, surgindo então a “Mansão do Caminho”, nome alusivo à “Casa do Caminho” dos primeiros cristãos.
Joanna e Francisco
Joanna de Ângelis e Francisco de Assis são colaboradores do Cristo que, de fato, vêm trabalhando juntos há muitos séculos. Conheceram-se no tempo de Jesus. Ela, na época, como Joana de Cusa e ele como João Evangelista. São amigos-irmãos de longas datas e entre os dois reina um amor fraternal inspirado no amor de Jesus.
Francisco participou ativamente do advento da Terceira Revelação, o Espiritismo. Fez parte da plêiade de Espíritos que compõem a equipe do Consolador; assinando como João Evangelista.
Todo o trabalho de Francisco e Joanna junto a nós certamente tem o propósito de, simultaneamente, nos esclarecer e nos evangelizar, ajudando-nos a crescer a partir da transformação interior.
É por essa razão que Joanna roga a Jesus a volta, ao cenário do planeta Terra, do seu amigo Francisco: (…)“Volta novamente à Terra, trovador de Deus, para que tua pobreza inunde de poder todos aqueles que acreditam na força de não ter nada, nas infinitas possibilidades da não violência e no infinito Amor do Pai!
(…)O mundo de hoje aguarda o retorno da tua Canção, pobrezinho de Deus, porque ela impregna as vidas com ternura, amor e paz.
Iremos fazer um grande silêncio interior, preparar os caminhos e aguardar que tu chegues, simples e nobre como o lírio do campo, bom e doce como o mel silvestre, amigo e irmão como o Sol, para que tua voz nos reconduza de volta ao rebanho que te segue e levas ao Irmão Liberdade, que é Jesus.” – (Joanna de Ângelis em Assis, Itália, 27/05/2001)
Redação Espiritismo em Foco
Fontes:
– FEB – Federação Espírita Brasileira
– Mundo espírita (FEP – Federação Espírita do Paraná)
– Fraternidade Espírita Joanna de Ângelis
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