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Mãos que falam: o diálogo silencioso do passe espírita

O passe espírita e o fluido vital.

Entender o conceito de fluido vital é fundamental para aqueles que buscam compreender as práticas espíritas, em especial, o passe espírita.

O fluido cósmico universal permeia todas as formas de vida, sendo a base do que chamamos de fluido vital.

Este, conforme ensinamentos fundamentados nas obras da Codificação Espírita, é um dos princípios da vida material e orgânica, indistintamente compartilhado por todos os seres.

O conceito de fluido vital.

O fluido vital, conforme descrito em “O Livro dos Espíritos”, é uma substância fluida que constitui a base da vida.

E a sua compreensão é essencial para entendermos os mecanismos do passe, bem como a sua importância nas casas espíritas.

Segundo esclarece Allan Kardec, o fluido vital é um elemento-chave na manutenção da saúde e do equilíbrio energético.¹

A natureza magnética do passe espírita.

Na Doutrina Espírita, o passe é considerado uma transfusão energética que pode modificar o campo celular do receptor.

Esta prática não se resume à mera transferência de energia magnética, mas inclui também energias espirituais mistas.

Estas energias envolvem tanto o trabalhador encarnado quanto os Espíritos desencarnados que auxiliam nesta tarefa, conforme explica André Luiz, no livro “Nos domínios da mediunidade”, psicografado por Chico Xavier (Capítulo 17).

Tipos de energia transmitida.

A energia transmitida durante o passe espírita pode ser classificada em três tipos distintos:

  • o magnetismo humano, a energia doada diretamente pelo magnetizador;
  • o magnetismo espiritual, a energia transmitida pelos Espíritos, sem intermediários;
  • o magnetismo misto, uma combinação dos dois anteriores.

Essas energias, quando harmonizadas, podem promover uma melhora significativa no bem-estar das pessoas que recebem o passe espírita.²

Mecanismos do passe espírita.

As forças magnético-espirituais envolvidas no passe espírita são assimiladas pelo perispírito da pessoa que o recebe.

“O fluido vital se transmite de um indivíduo a outro. Aquele que o tiver em maior quantidade pode dá-lo a quem o tenha de menos e em certos casos prolongar a vida prestes a extinguir-se”, como esclarecem os Espíritos da Codificação em “O Livro dos Espíritos”, na Questão 70.

E então, por meio dos centros de força, também conhecidos como chakras perispirituais, são conduzidas até os complexos plexos nervosos do corpo físico, de onde se dispersam para as diversas regiões orgânicas.

“Os fluidos espirituais atuam sobre o perispírito e este, por sua vez, reage sobre o organismo material com que se acha em contato molecular. Se os eflúvios são de boa natureza, o corpo ressente uma impressão salutar; se forem maus, a impressão será penosa.”³

Centros de força ou plexos nervosos.

André Luiz, em “Evolução em Dois Mundos”, psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira, expande o conhecimento espírita sobre a anatomia espiritual.

Ele descreve os centros de força, os quais “(…) governam os bilhões de entidades microscópicas a serviço da inteligência (…)”.

Estas estruturas perispirituais são conectadas aos plexos nervosos do corpo físico e são essenciais para a distribuição das energias absorvidas durante o passe.

O passe na reunião mediúnica.

O passe tem um papel crucial nas reuniões mediúnicas, ajudando a equilibrar as energias dos médiuns, assim como dos Espíritos comunicantes, especialmente em situações de sofrimento ou quando há dificuldades de comunicação.

Esta prática é, certamente, um elemento de cura e alívio, sendo uma expressão de caridade e compaixão fundamentais nos ensinamentos espíritas.

Portanto, podemos dizer que a prática do passe, ancorada no entendimento do fluido vital e nos mecanismos energéticos espirituais, é uma manifestação do amor e da caridade, pilares do Espiritismo.

E ao estudarmos e aplicarmos seus conceitos, nós nos aproximamos de uma vivência mais equilibrada e, portanto, mais harmoniosa.

José Batista de Carvalho

Referências

  1. “O Livro dos Espíritos”, por Allan Kardec – Introdução – II
  2. “A gênese”, por Allan Kardec – Capítulo XIV, Item 33
  3. “A gênese”, por Allan Kardec – Capítulo XIV, Item 18

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