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Os Espíritos familiares que nos protegem

Quem são os Espíritos familiares?

No Capítulo IX de “O Livro dos Espíritos”, por Allan Kardec*, compreendemos que, em nossa existência, contamos com a influência benéfica dos Espíritos familiares que nos protegem.

Geralmente são familiares ou amigos que já desencarnaram e se dispõem a nos proteger por meio de influências positivas. Eles procuram nos inspirar pensamentos e atitudes corretas, o que evidencia a ligação por laços afetivos e espirituais.

Entretanto, ao contrário dos anjos da guarda, que têm a missão divina de nos acompanhar desde o nascimento e são Espíritos muito elevados, os benfeitores familiares podem nos auxiliar desde que tenham desenvolvido a elevação espiritual necessária.

490 – Que se deve entender por anjo de guarda ou anjo guardião?
O Espírito protetor, pertencente a uma ordem elevada.”

O Livro dos Espíritos, por Allan Kardec

Os Espíritos familiares contam com a orientação e assistência de outros mais elevados. Dessa forma, o serviço prestado também serve ao seu desenvolvimento, num processo de constante aprendizado e evolução.

Entretanto, não são todos os Espíritos que podem ajudar os familiares que continuam encarnados. Muitas vezes ocorre que as suas possibilidades de auxílio são restritas. Ou, então, a situação em que se encontram não lhes permite inteira liberdade de ação.

507 – Pertencem todos os Espíritos protetores à classe dos Espíritos elevados? Podem contar-se entre os de classe média? Um pai, por exemplo, pode tornar-se o Espírito protetor de seu filho?
“Pode, mas a proteção pressupõe certo grau de elevação e um poder ou uma virtude a mais, concedidos por Deus. O pai, que protege seu filho, também pode ser assistido por um Espírito mais elevado.”

O Livro dos Espíritos, por Allan Kardec

As diferentes categorias de Espíritos protetores.

Nós podemos ter vários Espíritos bons e protetores, em diferentes graus de elevação. São aqueles que conosco simpatizam, nos dedicam afeto e por nós se interessam.
Os Espíritos simpáticos muitas vezes vêm em nosso auxílio para cumprir uma missão temporária, ou são atraídos simplesmente pela identidade de pensamentos e sentimentos.

514 – Os Espíritos familiares são os mesmos a quem chamamos Espíritos simpáticos ou Espíritos protetores?
“Há gradações na proteção e na simpatia. Dai-lhes os nomes que quiserdes. O Espírito familiar é antes o amigo da casa.”

O Livro dos Espíritos, por Allan Kardec

513 – Os Espíritos que conosco simpatizam atuam em cumprimento de missão?
“Não raro, desempenham missão temporária; porém, as mais das vezes, são apenas atraídos pela identidade de pensamentos e sentimentos, assim para o bem como para o mal.”
a) Parece lícito inferir-se daí que os Espíritos a quem somos simpáticos podem ser bons ou maus, não?
“Sim, qualquer que seja o seu caráter, o homem sempre encontra Espíritos que com ele simpatizem.”

O Livro dos Espíritos, por Allan Kardec

Um resumo de Kardec sobre os Espíritos que se ligam a nós.

Allan Kardec resume as explicações dadas pelos Espíritos da Codificação referente aos Espíritos protetores, familiares e simpáticos, de acordo com a sua natureza e sua relação conosco da seguinte forma:

“O Espírito protetor, anjo de guarda, ou bom gênio é o que tem por missão acompanhar o homem na vida e ajudá-lo a progredir. É sempre de natureza superior, com relação ao protegido.

Os Espíritos familiares se ligam a certas pessoas por laços mais ou menos duráveis, com o fim de lhes serem úteis, dentro dos limites do poder, quase sempre muito restrito, de que dispõem. São bons, porém, muitas vezes pouco adiantados e mesmo um tanto levianos. Ocupam-se de boa mente com as particularidades da vida íntima e só atuam por ordem ou com permissão dos Espíritos protetores.

Os Espíritos simpáticos são os que se sentem atraídos para o nosso lado por afeições particulares e ainda por uma certa semelhança de gostos e de sentimentos, tanto para o bem como para o mal. De ordinário, a duração de suas relações se acha subordinada às circunstâncias.

O mau gênio é um Espírito imperfeito ou perverso, que se liga ao homem para desviá-lo do bem. Obra, porém, por impulso próprio e não no desempenho de missão. A tenacidade da sua ação está em relação direta com a maior ou menor facilidade de acesso que encontre por parte do homem, que goza sempre da liberdade de escutar-lhe a voz ou de lhe cerrar os ouvidos.”

Que Espíritos queremos ter ao nosso lado?

Assim fica claro que, certamente, nunca estamos sós.

Podemos sempre contar com o auxílio dos anjos da guarda, dos Espíritos familiares e dos Espíritos simpáticos para nos intuir, orientando os nossos pensamentos e as nossas ações para o bem, para nos trazer alívio e forças nos momentos de tribulação, e até mesmo para partilhar dos momentos felizes.

Entretanto, nós somos responsáveis pelos nossos pensamentos, e estes determinam a categoria de Espíritos que encontram sintonia e se aproximam de nós.

Portanto, entendemos a veracidade e a importância da recomendação de Jesus, quando disse: “Orai e vigiai”, instruindo-nos a manter a elevação espiritual através da prece e vigiar constantemente nossos pensamentos para que permaneçam em consonância com os Espíritos amigos e protetores.

Noemi C. Carvalho

O Livro dos Espíritos, por Allan Kardec, Parte Segunda – Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos – Capítulo IX – Da intervenção dos Espíritos no mundo corporal – Anjos da guarda. Espíritos protetores, familiares ou simpáticos

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