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Uma história do outro mundo sobre a caridade

Como entender e praticar as boas ações.

A caridade pode ser praticada de diversas maneiras, e nada como uma história do outro mundo para assim nos ajudar a entender as suas nuances.

É uma história de dois homens que morreram e ilustra que a quantidade material doada não é, de fato, o único fator que importa. A verdadeira caridade, certamente, consiste na generosidade sincera, feita sem ostentação e sem segundas intenções.

Além disso, esta mensagem transmitida por um Espírito protetor, na obra “O Evangelho Segundo o Espiritismo” *, destaca a importância da caridade tanto material quanto emocional. Ou seja, a indulgência e o não julgamento do próximo também são de grande valor para o crescimento espiritual.

Leia, em seguida, esta passagem que exemplifica a melhor forma de fazer a caridade e a importância de ajudar o próximo.

Uma história do outro mundo sobre a caridade.

“Meus caros amigos, todos os dias ouço entre vós dizerem: “Sou pobre, não posso fazer a caridade”, e todos os dias vejo que faltais com a indulgência aos vossos semelhantes. Nada lhes perdoais e vos arvorais em juízes muitas vezes severos, sem quererdes saber se ficaríeis satisfeitos que do mesmo modo procedessem convosco.

Não é também caridade a indulgência? Vós, que apenas podeis fazer a caridade praticando a indulgência, fazei-a assim, mas fazei-a largamente. Pelo que toca à caridade material, vou contar-vos uma história do outro mundo.

Os dois sacos de moedas na balança de Deus.

Dois homens acabavam de morrer. Dissera Deus: “Enquanto esses dois homens viverem, deitar-se-ão em sacos diferentes as boas ações de cada um deles, para que por ocasião de sua morte sejam pesados.”

Quando ambos chegaram aos últimos momentos, mandou Deus que lhe trouxessem os dois sacos. Um estava cheio, volumoso, atochado, e nele ressoava o metal que o enchia; o outro era pequenino e tão vazio que se podiam contar as moedas que continha. “Este o meu”, disse um, “reconheço-o; fui rico e dei muito.” “Este o meu”, disse o outro, “sempre fui pobre, oh! quase nada tinha para repartir.”

Mas, oh! surpresa! postos na balança os dois sacos, o mais volumoso se revelou leve, mostrando-se pesado o outro, tanto que fez se elevasse muito o primeiro no prato da balança.

Deus, então, disse ao rico:

— “Deste muito, é certo, mas deste por ostentação e para que o teu nome figurasse em todos os templos do orgulho e, ademais, dando, de nada te privaste. Vai para a esquerda e fica satisfeito com o te serem as tuas esmolas contadas por qualquer coisa.”


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Depois, disse ao pobre:

— “Tu deste pouco, meu amigo; mas cada uma das moedas que estão nesta balança representa uma privação que te impuseste.

Não deste esmolas, entretanto, praticaste a caridade, e, o que vale muito mais, fizeste a caridade naturalmente, sem cogitar de que te fosse levada em conta.

Foste indulgente; não te constituíste juiz do teu semelhante; ao contrário, todas as suas ações lhe relevaste: passa à direita e vai receber a tua recompensa.

Um Espírito protetor – (Lyon, 1861)

* O Evangelho Segundo o Espiritismo, por Allan Kardec – Capítulo XIII – Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita – Instruções dos Espíritos – A beneficência – Item 15

Redação Espiritismo em Foco


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