A responsabilidade pela manutenção da paz no lar.
No universo de lares, frequentemente surgem relatos de tempestades domésticas repentinas, onde a harmonia se desvanece sob as influências de obscuras forças espirituais.
Muitos acreditam na infiltração de energias adversas, originadas por desavenças e hostilidades surgidas no convívio social.
Essa crença, entretanto, perpetua a ideia de que as turbulências no lar são uma consequência exclusivamente de efeitos externos, desconsiderando a responsabilidade pessoal na manutenção da paz doméstica.
As sombrias tempestades domésticas formadas pelas influências espirituais.
A harmonia no lar é uma tarefa de todos que nele habitam. Contudo, é importante considerar que a convivência de pessoas com distintas inclinações e temperamentos pode originar flutuações emocionais e sentimentais, desencadeando, inadvertidamente, perturbações espirituais.
Certamente, diferentes personalidades coexistem sob o mesmo teto: há aqueles que criticam incessantemente, outros que se comunicam com aspereza, e ainda aqueles propensos a ironias e sarcasmos.
Estas atitudes podem ferir os mais sensíveis ou provocar reações intempestivas. Nestas circunstâncias, inadvertidamente, abrimos portas para influências espirituais inferiores que, por sua vez, trazem as tempestades domésticas.
Estamos rodeados por uma multidão de testemunhas.
O Apóstolo Paulo nos alertou sobre estar sempre sob a vigilância de uma multidão de testemunhas espirituais (Hebreus 12:1).
Algumas dessas entidades almejam o nosso crescimento e felicidade, enquanto outras, ressentidas por desavenças de encarnações passadas, buscam a nossa queda. Esses Espíritos oportunistas aguardam nossas falhas para provocar desarmonia e deleitam-se com o nosso sofrimento.
Muitas vezes, nós mesmos somos os artífices dessas adversidades, porque não controlamos as nossas palavras e atitudes dentro do lar, desrespeitando os que nos são caros. A empatia é fundamental: como gostaríamos de ser tratados? Que palavras gostaríamos de ouvir ou evitar? (Mateus 7:12)
Ao adotar uma conduta baseada no respeito mútuo, convidamos para nosso lar entidades nobres. Em contrapartida, comportamentos contrários atraem companhias espirituais indesejáveis.
Dize-me que és e te direi quem te acompanha.
Portanto, é bom lembrar que toda influência espiritual em nosso lar deve ser vista primeiramente como um reflexo de nosso próprio comportamento.
Se vivemos alinhados com valores como honestidade, dignidade e respeito mútuo, que malefícios poderiam nos atingir? Por outro lado, ao adotarmos uma postura ambígua, tornamo-nos vulneráveis a influências nocivas.
Um antigo ditado aconselha: “Dize-me com quem andas, e te direi quem és”. No contexto espiritual, a máxima pode ser adaptada da seguinte forma: “Dize-me que és e te direi quem te acompanha”. Os nossos acompanhantes espirituais, sem dúvida alguma, são um reflexo de nossos atos e de nossos pensamentos.
Por isso a convivência familiar deve ser pautada na atenção e no cuidado mútuo, evitando que a negatividade se torne uma constante. Desentendimentos e discordâncias são normais, mas não devem ser predominantes.
Quando a negatividade se instala, atraímos entidades desencarnadas de índole negativa, que se alimentam de nossa baixa autoestima e isolamento.
Como fortalecer a harmonia e a paz no lar.
Para fortalecer a paz e a harmonia no lar, uma excelente diretriz é estabelecer o hábito da oração em família, dedicando momentos para a leitura e reflexão de textos inspiradores.
As obras da Doutrina Espírita, bem como aquelas que compõem o acervo da literatura espírita, trazem esclarecimentos sobre as parábolas de Jesus que nos ajudam a compreender melhor os seus ensinamentos e, principalmente, colocá-los em prática.
Assim, esse ato em família, conhecido como Evangelho no Lar, transforma-se em um escudo protetor, afastando as sombras das influências espirituais que, vez ou outra, tentam desestruturar nosso lar e nossa harmonia familiar, trazendo para o aconchego do lar verdadeiras tempestades domésticas.
José Batista de Carvalho
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