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Poder e obsessão espiritual: a relação explicada pelo Espiritismo

O poder, um caminho para a obsessão espiritual.

O poder, em suas variadas formas, é objeto de desejo para muitas pessoas, e pode se tornar causa para a obsessão espiritual.

Este fato pode ocorrer quando a busca por poder se torna desenfreada, sem limites ou ponderações éticas.

Desta forma, ela abre um caminho para o surgimento de desequilíbrios e sofrimentos, tanto no plano físico quanto no espiritual. E dentre estes, destaca-se a obsessão espiritual.

A obsessão é consequência de nossas próprias ações e pensamentos.

A obsessão espiritual é um processo pelo qual um Espírito desencarnado, por afinidade vibratória, se liga a um indivíduo encarnado, influenciando-o de maneira negativa.

Nesse contexto, portanto, podemos dizer que a obsessão é muitas vezes uma consequência de nossas próprias ações, pensamentos e desejos.

O desejo exacerbado por poder emite vibrações que podem atrair Espíritos desencarnados que ainda se encontram presos a essas mesmas ambições terrenas.

Quando a causa da obsessão espiritual é o desejo de poder.

Movidos pela sintonia com o desejo desmedido pelo poder, os Espíritos atraídos por esse tipo de pensamento podem intensificar as inclinações já exacerbadas da pessoa encarnada para a conquista do poder, estabelecendo, assim, um ciclo de obsessão.

Entretanto, é importante frisar que, como tudo neste universo, qualquer acontecimento em nossa vida é supervisionado pela Lei Divina, ocorrendo de acordo com as nossas provações e merecimentos.

Portanto, a obsessão não deve ser encarada como sofrimento, mas como necessidade de aprendizado e de evolução espiritual.

O processo obsessivo mostra a urgência no equilíbrio da ambição.

A obsessão, nesses casos onde há uma exacerbação pelo desejo e pela conquista do poder, pode ser uma prova dura, porém necessária.

É, de fato, uma escola para o Espírito obstinado em sua busca desenfreada pelo poder, mostrando a urgência do equilíbrio da ambição.

O poder em si não é negativo.

De fato, quando utilizado com sabedoria e altruísmo, voltado para o bem comum, é um poderoso instrumento de progresso e de bem-estar coletivo.

Como desfazer o vínculo com os Espíritos obsessores.

Quando a ambição pelo poder se torna objeto de uma busca insaciável, o sentido do poder se distorce, este se torna fonte de tormentos e leva ao desequilíbrio espiritual.

Nesse caso, perante a instalação de um processo de obsessão, é necessária a reforma íntima, ou seja, o reconhecimento de nossas falhas e a disposição para a mudança.

Para esse percurso, o despertar para a vivência do amor, da caridade e do perdão se torna imprescindível.

Ao substituirmos a busca cega pelo poder pela busca do autoaperfeiçoamento modificamos a nossa vibração e é possível, assim, desfazer o vínculo com os Espíritos obsessores.

Ao modificar nossa posição mental, voltada para a harmonia e para o bem da sociedade, atraímos Espíritos benfeitores que nos auxiliam em nossa jornada.

O alerta contido no processo de obsessão espiritual.

A obsessão espiritual causada pela busca desenfreada por poder, portanto, não é uma punição, mas sim um alerta, um chamado à reflexão e à transformação.

É um convite à elevação de nossos pensamentos, da conscientização de nossas atitudes, um estímulo ao desenvolvimento da humildade, da empatia e do desapego.

Lembremos sempre que nós somos Espíritos imortais, destinados ao progresso contínuo.

E a encarnação na Terra é uma oportunidade valiosa de aprendizado, um momento privilegiado para a superação de nossas imperfeições.

O verdadeiro poder está na capacidade de dominar a si mesmo.

Podemos, portanto, inferir que os desafios trazidos pela busca desenfreada por poder, incluindo a obsessão espiritual, são convites à mudança e ao crescimento.

Certamente revelam-se como oportunidades para refletir sobre as nossas verdadeiras necessidades como seres espirituais e então reavaliar os nossos valores e as nossas ambições.

Dessa forma, ao invés de buscarmos o poder de maneira cega e desenfreada, vamos buscar a sabedoria, o equilíbrio, a humildade e a fraternidade.

O poder, quando alcançado, deve ser utilizado para o bem comum, para a promoção da justiça, da paz e do progresso.

Lembremos sempre das palavras de Paulo.

A essência do verdadeiro poder não reside na capacidade de dominar os outros, mas sim na capacidade de dominar a si mesmo, de vencer as suas próprias imperfeições e de contribuir para a elevação e bem-estar do próximo.

Lembremo-nos sempre das palavras do apóstolo Paulo: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.” (1 Coríntios 6:12)

O poder terreno é, sem dúvida, algo que nos é permitido buscar.

Mas cabe a nós, em nosso livre-arbítrio, buscá-lo da maneira que nos convém, isto é, de maneira equilibrada, justa e amorosa, sempre em consonância com as Leis Divinas.

José Batista de Carvalho

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