Miramez fala da mente e de seu poder.
É muito provável que você já tenha ouvido falar sobre a energia que é movimentada pelo nosso pensamento, a imensa capacidade que ele tem no sentido das realizações. Segundo Miramez *, o poder da mente chega, de certa forma, a ser inconcebível para nós.
De acordo com o autor espiritual, “o poder da mente ultrapassa nossas acanhadas concepções terrenas. Nela está o germe de criações indescritíveis e o princípio de belezas imortais porque, por seu intermédio, flui o poder fantástico de Deus.
Para Miramez, “se assim podemos dizer, a mente humana é a mente do Criador na sua mais baixa vibração cósmica, no que diz respeito ao princípio da consciência.” Ainda assim, diz ele que, para nós, é o mais alto grau de evolução terrena, uma vez que pelo uso das faculdades mentais aprendemos a superar os instintos, passando a valorizar a fraternidade.
Continuando nessa linha de pensamento, o mentor espiritual nos explica que “aproveitar esse dom maravilhoso é sinal de grandeza da alma. Educar os impulsos inferiores é sintoma de que o espírito começa a acordar para a luz. Iniciar o uso das faculdades, no serviço grandioso do amor e da caridade, é sinal de que a liberdade despertou o coração, para tornar o espírito imortal livre em todos os campos do saber.”
É preciso cuidar dos pensamentos e das emoções.
Mas – às vezes pensamos – será que a mente é mesmo assim tão poderosa?
Para não nos deixar em dúvida, Miramez diz que “a mente é como o chuveiro da alma. Aquilo em que pensais firmemente cairá sobre vós mesmos, de modo a vos libertar ou a vos encarcerar, dependendo do teor dos sentimentos que impulsionam as ideias.
Querendo e sabendo, podereis revigorar vossas forças todos os dias, através de pensamentos construtivos, esforçando-vos para que eles plasmem as ideias, de modo a torná-las visíveis pelos fatos.”
Diante disso, podemos inferir que as nossas emoções têm um papel de suma importância, uma vez que elas direcionam o pensamento. Assim, por exemplo, em uma mesma situação, podemos ter pensamentos movidos pela esperança, pelo otimismo e pela fé. Ou, então, os pensamentos podem se formar a partir de sentimentos de medo, de angústia, de desânimo.
Dessa maneira, como esclarece o elevado Espírito, o resultado se concretizará de acordo com o impulso dado ao pensamento, que obedece à nossa vontade, quer seja ela positiva e construtiva ou negativa e paralisante.
O estudo e o autoconhecimento na educação da mente.
Mas como fazer para dar o melhor direcionamento aos pensamentos, de modo a usar o seu poder realizador a nosso favor?
Miramez tem uma resposta para isto: “É muito justo que estudeis, com atenção, obras que vos levem à educação dos impulsos mentais, mas que, juntamente, tenhais, ao lado, um companheiro que nunca falte, experimentado nas lides das reformas morais, consciente dos deveres perante as leis e sempre pronto a trocar experiências, que são tesouros imortais do coração.”
Em outras palavras, é preciso estudar os mecanismos que movem os nossos pensamentos. Ou seja, precisamos compreender os nossos mecanismos interiores de resposta às situações da vida. O conhecimento interior – ou autoconhecimento – nos permite conhecer os nossos valores, bem como as nossas falhas. Assim, podemos nos apoiar nos primeiros para corrigir aquilo que reconhecemos como falhas, procedendo à nossa reforma interior.
Contudo, as avaliações pessoais podem apresentar desvios. Por isso, é bom contar com alguém ou um grupo de pessoas que auxilie na compreensão e na manutenção do rumo. Desta forma, evitamos cair nas armadilhas do egoísmo, da vaidade, do materialismo que nos desviem de nosso rumo.
A mente, diz Miramez, é um dom precioso quando bem usado.
“A nossa intenção” – esclarece Miramez – “é somente expor, para os amigos da mesma frequência, o que temos em mãos para ser usado: o poder estuante da mente, que poderá realizar fenômenos indescritíveis em nosso favor, transformando-nos de simples almas vegetativas em espíritos vivificantes, de animais inconscientes em super-homens espirituais, de escravos do mundo em filhos livres de Deus, dependendo do modo pelo qual usarmos os dons que nos foram entregues pela Suprema Majestade do Universo.”
O autor espiritual dá o roteiro para desfrutar das inúmeras possibilidades de realização ao usar o potencial dos pensamentos, de modo a não incorrer em erros de conduta moral:
- “o homem superior é aquele que desconhece o ódio, que esquece a ofensa, que perdoa sem condições a todos os ataques que, porventura, a ignorância lhe desfechar
- é bom, sincero e justo
- conhece o poder que tem e sabe usá-lo tanto para seu benefício como para o conforto dos seus semelhantes
- respeita todas as leis, por saber que elas lhe asseguram a felicidade
- quando fala, parece que de sua boca sai algo encantador, usando o verbo como veículo mensageiro de esperança, de saúde e de coragem aos que o ouvem
- nunca é atingido pelo meio ambiente, por saber espiritualizar os fins
- a sua mente é uma fonte qual a que o Cristo usou para dar de beber à samaritana: quem tomar de sua água nunca mais terá sede e essa fonte jamais se extinguirá
- é superior ao tempo e ao espaço em todos os quadrantes da Criação.
Entretanto, como bom amigo e orientador espiritual, Miramez assim finaliza: “Mas, para atingir isso, é preciso educar o poder da mente.”
Redação Espiritismo em Foco
Inspirado em capítulo do livro “Horizontes da Mente”, de Miramez, psicografado por João Nunes Maia
Todos podem se beneficiar do poder da mente!
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