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Os carmas coletivos do Brasil

A história que envolve os carmas coletivos do Brasil.

Você sabia que o Brasil tem, ou já teve, dois carmas coletivos? Esse fator, na verdade, foi determinante para que o nosso país fosse escolhido para o florescimento do Espiritismo. Vamos entender isso agora, através das palavras do nosso estimado Divaldo Franco.

“Eu não gosto muito de usar essa palavra, mas para entendermos aqui, o carma coletivo seria um carma associado a um determinado grupo de pessoas ou mesmo a uma nação. Esse carma é o resultado de comportamentos individuais de um grupo específico.

Podemos tomar, por exemplo, o carma coletivo em relação a um grupo específico, como um acidente de avião, onde aqueles Espíritos possuem as mesmas necessidades de expiação e evolução. Você já reparou que, às vezes, alguns passageiros do avião acidentado não desencarnam, enquanto uma grande quantidade desencarna? Ou mesmo alguns passageiros deveriam estar naquele avião, mas não conseguem chegar a tempo no aeroporto? Pois é, essas pessoas não estavam inseridas naquele processo de carma coletivo daquele grupo específico. E este é apenas um exemplo.

Às vezes, esse carma coletivo de grupos específicos pode ser também um desastre natural, como o que estamos vendo no Rio Grande do Sul agora. Há determinismo? Claro que não. Nem todos que estão sofrendo lá estão resgatando faltas do passado. Às vezes, as situações desta própria reencarnação os levaram a viver naquele local de risco, mas não podemos negar que muitos ali estão corrigindo escolhas de reencarnações passadas.”

A diferença entre o carma coletivo e o carma individual.

“Acredito que o determinismo não pode ser adotado para dizer que todos estão expiando ou que ninguém está expiando erros do passado. Agora, existe também o carma coletivo que se estende a toda a nação, como guerras de grandes proporções, epidemias, fome, violência, tirania, ditaduras, entre outros eventos.

O carma coletivo se manifesta em grupos de pessoas, sociedades, nações e até mesmo na humanidade como um todo. Ele é, portanto, o resultado de ações conjuntas e crenças compartilhadas que influenciam o destino de um grupo.

É importante entender isso e não confundir o carma coletivo com o carma individual, já que o individual se relaciona com ações e suas consequências na vida de uma única pessoa. É a jornada pessoal moldada pelas escolhas, pensamentos e emoções de cada alma em sua evolução.

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O carma ligado à Noite de São Bartolomeu.

“Os Espíritos relatam que São Luís, o guia espiritual da França, estava preocupado com a história do grande país das Gálias. Em 1571, a Noite de São Bartolomeu, uma grande tragédia aconteceu, graças a Catarina de Médici, ao seu filho, Carlos IX, e à influência por nobres e elementos do clero que induziram à grande matança, juntamente com a influência da Espanha e do Duque de Alba, contribuíram para essa tragédia.

A Noite de São Bartolomeu se prolonga e alcança, ao longo do tempo, a conquista de terras longínquas, procurando dar unidade ao país. Ela renasce por volta de 1815, quando 15.000 protestantes são assassinados e atirados ao rio, cujas águas ficam infestadas por mais de um mês.

Esses ódios fazem com que, na Revolução de 1789, aqueles inimigos de 1571 renasçam, e nós vamos ver nos dias do terror, nos dias terríveis de Robespierre, de Danton, uma crueldade quase impossível de ser compreendida.

O Espírito Ismael enumera os carmas coletivos do Brasil.

Então, São Luís procura um meio de tirar esses Espíritos do solo da França e transferi-los para uma nação que não tivesse carmas coletivos. Curiosamente, o guia espiritual do Brasil, Ismael *, apresenta o Brasil como o país sul-americano que tem menos carma coletivo.

Os nossos carmas coletivos são apenas dois: a escravidão negra, que não é nosso carma, é de Portugal, e que nós liberamos através da Princesa Isabel, na Lei Áurea de 1888, no dia 13 de maio. Portanto, é um carma retirado da cultura brasileira.

E a Guerra do Paraguai, o ódio tremendo da Tríplice Aliança, a grandeza e dureza do nosso general, o ódio de determinado personagem da corte no Brasil. Essa guerra infame, até hoje, deixou marcas no país vizinho e foi de uma covardia inexplicável, quando três países se unem contra o atrevimento de um ditador que lançou seu país nessa hecatombe terrível, onde quase crianças foram mandadas para lutar.

Para o Brasil poder pagar o seu carma, construiu Itaipu, porque as leis são inexoráveis. Hoje, de fato, Itaipu é muito mais útil ao Paraguai do que a nós, que compramos energia do nosso país vizinho, por nos emprestar um pouco das águas do rio Paraná e Paraguai.

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São Luis escolheu o Brasil para o desenvolvimento do Espiritismo.

“Então, como essas leis soberanas são extraordinárias, Ismael se candidata a que a árvore do Evangelho seja transplantada para o Brasil.

São Luís concorda que o Espiritismo nasça na França, por ser o país de maior cultura, mas que ali não viceje. Ele irá florescer no país onde não existe o carma coletivo das guerras infames. Sim, tivemos pequenas guerras. Na Bahia, tivemos a guerra dos Alfaiates, no Rio Grande do Sul tivemos guerras, até hoje tão lembradas em todo o território, mas não carmas coletivos.

Vamos dar à Pátria o destino que achamos que é melhor. O mundo espiritual está vigilante, apanhando a nossa leviandade, a nossa fidelidade, o sentimento pátrio, o sentimento de ganância de interesses imediatos, para então construirmos um mundo novo.

Foi graças a essa negociação que o Espiritismo veio com a alma dos franceses para cá. E quando ele foi apresentado, por volta de 1865, na Bahia, foi então criado o primeiro centro espírita na América do Sul, com o nome de Grupo Familiar de Espiritismo, graças ao jornalista que mandou para Allan Kardec uma mensagem do Espírito da Verdade, recebida no solo da cidade de Salvador e que o Espírito da Verdade, em Paris, confirmou a sua legitimidade.

Então, não se espante que nós tenhamos alguns milhões de trabalhadores espíritas e a França não tenha, talvez, dois milhares de simpatizantes.”

Os carmas coletivos do Brasil são a consequência da lei de causa e efeito.

Esses ensinamentos e revelações de Divaldo Franco mostram como as nações, e não apenas os Espíritos, adquirem carmas, débitos.

Certamente, é interessante também ver a escolha do Brasil para ser o local de florescimento da Doutrina Espírita justamente pela nossa nação ter pouquíssimos carmas.

Mas, de toda forma, quando falarmos em carma, prefiramos chamar de causa e efeito. Assim entendemos que se uma pessoa está sofrendo devido a um carma, está sofrendo o efeito derivado de uma causa. Ou seja, sendo uma expiação de erros de reencarnações passadas, ela está em um processo de aprendizado e de evolução.

Redação Espiritismo em Foco

Texto inspirado em palestra de Divaldo Franco

* Ismael é o dirigente espiritual do Brasil, missão que lhe foi confiada por Jesus, pois a Terra do Cruzeiro estava destinada a ser o ponto central de difusão da mensagem do Cristo.  Ele está na liderança espiritual de nossa nação desde o seu descobrimento, orientando a formação da alma coletiva do nosso povo para a concretização do seu caminho espiritual.
 “Ismael, manda o meu coração que doravante sejas o zelador dos patrimônios imortais que constituem a Terra do Cruzeiro. Recebe nos teus braços de trabalhador devotado da minha seara, como a recebi no coração, obedecendo a sagradas inspirações do Nosso Pai. Reúne as incansáveis falanges do Infinito, que cooperam nos ideais sacrossantos da minha doutrina e inicia, desde já, a construção da pátria do meu ensinamento.”
[Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho – pelo Espírito Humberto Campos, psicografia de Chico Xavier]


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