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A mágoa envenena a alma e desgasta a vida

A mágoa penetra no âmago do ser e envenena a alma.

O sentimento de mágoa, às vezes, invade tão profundamente nosso ser, envenena a alma de tal forma, que nos parece que para isso não existe cura. Quando os nossos sentimentos são feridos, quando nos deixamos abalar emocionalmente pelos acontecimentos, abre-se uma ferida em nossa alma. Se simplesmente tentamos ignorar o fato, a mágoa continua lá, como uma cicatriz emocional, que fica latejando, afetando a nossa capacidade de confiar e de nos abrirmos a novas experiências.

Cria-se, então, um ciclo de pensamentos negativos e prejudiciais, liderados pelos sentimentos de rancor, de vingança e até mesmo de ódio. E isso pode afetar não apenas o bem-estar emocional, mas também a saúde física.

Afinal, o estado constante de desequilíbrio dos nossos pensamentos e sentimentos pode, inclusive, desencadear uma série de problemas de saúde. Além disso, a mágoa prolongada pode influenciar negativamente as relações interpessoais, criando barreiras de comunicação e dificultando a construção de vínculos positivos.

É importante, por isso, encontrar formas saudáveis de lidar com a mágoa, a fim de evitar que a dor se torne um fardo insuportável. Assim podemos seguir em frente, ao encontrar a cura interior que traz um sentimento de renovação à nossa vida.

Como um ácido, a mágoa corrói e desgasta a vida.

Joanna de Ângelis, a mentora espiritual de Divaldo Franco, traz reflexões sobre a mágoa no livro “Episódios Diários”, psicografado por Divaldo. Ela faz um alerta sobre os perigos da mágoa, assemelhando-a a um elemento corrosivo:

“À semelhança de ácido que corrói a superfície na qual se encontra, a mágoa desgasta, a pouco e pouco, as peças delicadas das engrenagens orgânicas do homem, destrambelhando-lhe os equipamentos muito delicados da organização psíquica.”

Essa corrosão emocional pode manifestar-se de muitas formas, desde ansiedade crônica até depressão profunda. E assim, pode afetar não apenas o equilíbrio interior, mas também a capacidade de interagir e relacionar-se com o mundo ao redor.

Os efeitos destrutivos da mágoa podem impregnar cada aspecto da existência, minando a confiança, a alegria e a vitalidade de quem a carrega. Portanto, é fundamental encontrar maneiras de lidar com esse sentimento, restaurando a paz interior e a harmonia mental.

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Conselheira impiedosa e rancorosa, a mágoa obscurece a visão do bem.

A sensação de tristeza profunda e desesperança que a mágoa traz consigo pode obscurecer a visão da sua vítima, uma vez que ela envenena a alma e a envolve como que em um manto de negatividade que dificulta a percepção de soluções e possibilidades.

Nas sábias palavras de Joanna de Ângelis, “a mágoa é conselheira impiedosa e artesã de males cujos efeitos são imprevisíveis. Penetra no âmago do ser e envenena-o, impedindo-lhe o recebimento dos socorros do otimismo, da esperança e da boa vontade em relação aos fatores que o maceram.”

Esta programação vil da mágoa chega a parecer irresistível, mantendo, assim, a pessoa presa a um ciclo de ressentimento e de dor. Esse ambiente árido e denso afasta qualquer tentativa de intervenção amorosa, dificultando a transformação e a cura interior.

“Instalando-se, arma a sua vítima de impiedade e rancor, levando-a a atitudes desesperadas, desde que lhe satisfaça a programação vil. Exala amargura e desconforto, expulsando as pessoas que intentam contribuir para a mudança de estado, graças às altas cargas vibratórias negativas, que exteriorizam mau-humor e azedume.”

Segundo a descrição da elevada benfeitora, podemos até dizer que a mágoa se agarra à alma como hera, enraizando-se profundamente e obscurecendo a visão do futuro. É uma sombra densa que acompanha cada pensamento e ação, distorcendo a realidade e alimentando a desesperança. A verdade é que a mágoa, uma vez instalada, tece uma teia complexa que envolve todos os aspectos da existência, minando a força vital e a alegria de viver.

O sentimento de mágoa obedece às leis universais de atração.

Além disso, a energia que emitimos quando estamos magoados é caracterizada por uma baixa vibração. Assim, de acordo com a lei de atração, atraímos energias semelhantes, densas e negativas, que se avolumam ao nosso redor.

Com isso, atraímos para o nosso convívio os seres espirituais que sintonizam com essa faixa vibracional. E, por outro lado, criamos uma barreira que impede a aproximação dos irmãos espirituais que procuram nos auxiliar em nossa jornada evolutiva.

Dessa forma, pelo nosso descuido com as emoções e o pensamento, fica cada vez mais difícil termos sentimentos positivos. E isso também pode comprometer a capacidade de atrair boas oportunidades e relacionamentos saudáveis.

“É possível compreender que, desta forma, somos os únicos responsáveis se ficamos presos a um estado emocional deplorável. Por mais que seja o mal que tenhamos sofrido, só a nossa própria disposição em não guardar sentimentos rancorosos e prejudiciais é que pode manter abertas as portas para receber o bem e as influenciações positivas”, explica Joanna de Ângelis.

Portanto, a conscientização desse processo é o primeiro passo para reverter a situação e permitir a entrada de vibrações mais elevadas e positivas, possibilitando um maior fluxo de bem-estar e realizações na vida. Afinal, ao mantermos uma atitude positiva, tornamo-nos mais receptivos às oportunidades de crescimento pessoal e melhoria contínua.

E não podemos, certamente, esquecer que a capacidade de perdoar e de se libertar de ressentimentos é fundamental para a nossa paz interior e para construir relacionamentos saudáveis. Portanto, é importante cultivar a compaixão e a paz de espírito, pois são elas que nos guiarão para um caminho de plenitude e harmonia interior.

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Proteja a sua vida, não deixe que a mágoa envenena a sua alma.

Joanna de Angelis, ressalta a importância de agirmos para nos libertarmos da mágoa, esse lixo mental que acumulamos, que envenena a alma e desgasta a vida.

“Quem acumula mágoas, coleciona lixo mental. Reage às tentativas de alojamento da mágoa nos teus sentimentos. Não estás no mundo por acaso, antes, com finalidades adredemente estabelecidas que deves atender.

Acompanha a marcha do Sol e enriquece-te de luz, não mergulhando na sombra dos ressentimentos destrutivos. Sorri ante o infortúnio, agradecendo a oportunidade de superá-lo através dos valores éticos e educativos que já possuis, poupando-te à consumpção de que é portadora a mágoa”, diz a mentora espiritual.

Compreendemos, pelas suas palavras, que todas as experiências, sejam boas ou ruins, são uma oportunidade para o nosso aprendizado e crescimento pessoal. A vida é uma jornada de descobertas e realizações, e cada obstáculo superado fortalece a nossa capacidade de enfrentar novos desafios.

Quando conseguimos nos libertar do peso do passado, começamos a construir um futuro mais leve e pleno. Por isso, o perdão é de suma importância nesse processo de libertação das mágoas. Além disso, a compaixão por si mesmo e pelas experiências que moldaram quem somos hoje, permite-nos avançar com confiança e determinação, conscientes do poder transformador que habita dentro de nós.

Quando mantemos o olhar voltado para o horizonte, vemos que as oportunidades se renovam a cada amanhecer, e sempre se abrem novos caminhos para percorrermos.

Redação Espiritismo em Foco


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